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“A melhor energia é a que não se consome”

Ter, 04/12/2007 - 10:19


Sabia que Portugal é um dos maiores importadores de energia da Europa e um dos países com maior consumo energético per capita? E que Trás-os-Montes pode contribuir para reduzir esta dependência externa, pois é uma das regiões do País com maior potencial em termos de aproveitamento de energia eólica, solar e da biomassa?

Estes foram alguns dos temas em foco na AmbIbéria 2007, um certame dedicado ao ambiente e energias renováveis, que o NERBA – Associação Empresarial de Bragança organizou de 8 de Novembro a 1 de Dezembro.
A iniciativa arrancou com um ciclo de cinco debates sobre gestão de resíduos industriais, eco-eficiência energética nos edifícios e energias renováveis, tendo encerrado, no passado sábado, com a Mostra Ibérica Empresarial, que reuniu 15 expositores ligados ao sector, dois dos quais espanhóis.
Colectores solares térmicos, painéis fotovoltaicos, recuperadores de calor alimentados por biomassa e viaturas híbridas foram alguns dos destaques duma mostra que também contemplou a arquitectura bioclimática, com recurso às energias renováveis.
Um dos engenhos em foco está a ser produzido em Alfândega da Fé, pela mão da Mecapisa Portugal, sociedade participada pela EDEAF - Empresa de Desenvolvimento sedeada naquela vila. Trata-se de um seguidor solar destinado à produção de energia fotovoltaica, que deu nas vistas no exterior do pavilhão do NERBA, onde foi montado um modelo exemplificativo.

Seguidor solar produzido em Alfândega da Fé esteve em destaque

Além das questões relacionadas com o consumo doméstico de energia, a Ambibéria serviu para realçar casos de Boas Práticas Empresariais, em especial no que respeita ao aquecimento e isolamento térmico de edifícios ou tratamento de resíduos industriais.
A AmbIbéria foi organizada no âmbito do projecto transfronteiriço COEMCA – Norte, co-financiado pelo INTERREG, por via duma parceria do NERBA com vária entidades espanholas.
Segundo o presidente da Associação Empresarial de Bragança, Rui Vaz, já há empresários da região a aceitar o desafio das energias renováveis, mas o caminho a fazer ainda é longo. “O aproveitamento das energias renováveis pode fomentar a criação de emprego local”, recorda o responsável.