Ter, 29/05/2007 - 10:03
Recorde-se que Carla Martins, admitida em Janeiro de 2002 pelo executivo liderado por José Sena, foi despedida, em 2005, pelos novos membros da autarquia. Perante esta situação, a funcionária recorreu ao Tribunal do Trabalho de Bragança, que ordenou a sua reintegração na Junta. O executivo não acatou a decisão, pelo que Carla Martins interpôs uma providência cautelar, exigindo a sua readmissão, bem como o pagamento dos salários, desde o seu despedimento.
A desobediência ao tribunal por parte da JFA deu origem è penhora de um terreno da autarquia, conhecido por “cortinha”, que corria o risco de ser vendido em hasta pública.
No dia do julgamento, marcado para o passado dia 8, as partes entraram em acordo e a JFA aceitou pagar 15 mil euros à ex-funcionária, para encerrar o processo.
Carla Martins afirma que decidiu aceitar a proposta da autarquia, uma vez que já se encontrava “cansada” de toda a situação, que se arrastava há cerca de dois anos.
“Não tinha condições para retomar o posto de trabalho”, remata a ex-funcionária.
Segundo o advogado de Carla Martins, Paulo Abreu, o montante acordado é relativo aos salários em atraso e danos morais causados à trabalhadora pela não reintegração e proibição de entrar na sede da Junta.
Com o pagamento dos 15 mil euros, a autarquia impediu a venda da “cortinha” em hasta pública, uma situação que se poderia concretizar, caso houvesse julgamento.
Apesar do desfecho do processo, o presidente da JFA, Luís Rodrigues, afirma que a Junta vai continuar fechada. “Para admitirmos um funcionário a tempo inteiro teríamos que vender imóveis, tal como os executivos anteriores, o que comprometeria o futuro da vila”, justifica o autarca.



