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Jorge Gomes surpreendido com transferência do GIPS para Izeda

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Ter, 14/07/2020 - 16:53


O deputado socialista eleito por Bragança diz-se surpreendido com a transferência dos GIPS de Bragança para Izeda

Jorge Gomes considera que não será a melhor opção mudar estes elementos para um território mais afastado do Parque Natural de Montesinho. “Essa mudança agora surpreende-me e não a vejo como positiva, porque sai da proximidade de uma das maiores áreas florestais deste país, que é o Parque Natural de Montesinho. Quanto mais próximo estivesse melhor, na minha opinião. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) também tinha essa intenção de proximidade do parque e do Comando Distrital de Protecção Civil”, afirmou. Uma das alternativas ponderadas foi a instalação deste pelotão da 7.ª companhia dos GIPS no edifício das Infraestruturas de Portugal (IP), antiga Junta Autónoma de Estradas, em Bragança. O processo foi conduzido precisamente por Jorge Gomes, enquanto desempenhou funções de secretário de Estado da Administração Interna, na anterior legislatura. Mas o acordo com o ministério das Infraestruturas não chegou a sair do papel. “Havia a disponibilidade da IP de cedência do edifício para poder instalar o Comando Distrital de Operações de Socorro e os GIPS. A ANPC negociou com as Infraestruturas e tinham chegado a acordo, salvo erro através de pagamento de renda. Depois eu deixei de ser secretário de Estado e não acompanhei mais o processo”, disse o deputado. Jorge Gomes afirmou ainda que vai agora questionar o Ministério da Administração Interna sobre esta mudança. “Vou fazer uma pergunta formal, via parlamento, ao senhor ministro sobre a razão da alteração e para saber o que aconteceu para deixarmos esse edifício da IP novamente vazio, que qualquer dia há-de estar degradado”, sublinhou. A degradação do edifício onde os GIPS estão instalados em Bragança levou à procura de uma solução que passa pela transferência para a vila de Izeda, a 45 quilómetros da sede de concelho e 42 da Serra da Nogueira, onde prestam serviço no centro de meios aéreos durante a época de incêndios.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro