Ter, 04/12/2007 - 10:21
Há cerca de meio ano, os 15 estrangeiros começaram a sua formação na língua de Camões e cidadania, no âmbito do programa “Portugal Acolhe”.
Os resultados são visíveis e os novos falantes de Português consideram que “esta língua é a sua pátria e Mogadouro pode ser o seu mundo”, uma vez que garantem que é Portugal que querem ficar.
“Eu aprendi a falar e escrever Português e, um dia, quero ter a nacionalidade portuguesa, trazer a minha família e fazer aqui a minha vida”, dizia Rewail Singh, um cidadão indiano.
Esta pequena comunidade trabalha, na sua maioria, na construção civil e, desde cedo, demonstrou vontade para aprender uma nova língua, pelo que, todos os dias úteis, em horário pós-laboral, se sentavam nos bancos da escola para aprenderem.
Recorde-se que, em 2005, residiam em Mogadouro cerca de 107 emigrantes oriundos de 14 nacionalidades diferentes.
Formação é tida como meio para a integração e igualdade de oportunidades
“Isto é uma acção que nos honra, já que permitiu entregarmos a cidadão de outros países as mesmas armas para que tenham as mesmas oportunidades”, referiu o vice-presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, João Henriques.
O curso de formação para a interacção sócio – profissional de imigrantes foi apoiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP,) que já garantiu a sua continuidade por mais 150 horas.
Para o director do Centro de Formação de Bragança, Fernando Calado, este cidadãos “dão um contributo para evitar o processo de desertificação de um distrito onde apenas quatro mil crianças frequentam escolas do 1º ciclo”.


