Ter, 04/12/2007 - 10:24
Fundada a 17 de Março de 1870, a Associação Mutualista é a segunda colectividade mais antiga da cidade de Bragança. Criada pelos artífices que sobreviviam do pequeno negócio, nomeadamente sapateiros, carpinteiros, alfaiates, ferreiros ou caldeireiros, a ASMAB tem por base o espírito de entreajuda social.
“Antigamente não havia reformas, pelo que os artífices resolveram criar uma associação para se ajudarem uns aos outros. Este conceito foi alargado a toda a gente e o leque de associados foi rapidamente estendido a outras profissões”, relembra Alcídio Castanheira.
O incêndio que deflagrou no Cine-Teatro Camões, em 1969, dizimou todo o espólio, pelo que, actualmente, as referências histórias da instituição são escassas. “Nessa altura, perdeu-se tudo, restando, apenas, um livro que faz referência às pessoas que estiveram ligadas à associação desde a sua fundação”, lamenta o responsável.
Mesmo assim, há histórias que permanecem na memória, nomeadamente as actividades culturais realizadas no Cine-Teatro Camões, onde, segundo os mais antigos, se fizeram muitos casamentos. “Naquele tempo era a única casa de espectáculos de Bragança”, afirma Alcídio Castanheira, acrescentando que o próximo passo é mandar elaborar um estudo para recuperar o historial da instituição.
Actualmente, ainda há artífices que são sócios da Associação de Socorros Mútuos, nomeadamente alguns sapateiros da cidade, que vão resistindo às mudanças na sociedade, através da preservação da arte que herdaram dos seus antepassados.


