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Governo quer Loja do Cidadão na Praça Camões

Qua, 02/01/2008 - 10:12


A criação duma Loja do Cidadão (LC) em Bragança está a gerar um braço de ferro entre o Governo e a Câmara Municipal (CMB). A Administração Central quer instalar o novo serviço na Praça Camões, utilizando uma estrutura envidraçada em forma de cúpula, capaz de servir de cobertura à futura LC, que ocupará, no mínimo, 1.000 metros quadrados.

A CMB, no entanto, prefere o terreno adjacente ao edifício do Centro Distrital de Segurança Social, aproveitando um projecto já existente para instalar vários serviços do Estado, nomeadamente a Repartição de Finanças.
As negociações entre o Governo e a edilidade vão continuar, mas é certo que a escolha da tutela recairá, sempre, sobre o centro histórico da cidade. “A Praça Camões é um local com óptima condições, não pela sua localização central, como pela existência de um parque de estacionamento subterrâneo”, considera o governador civil de Bragança, Jorge Gomes.
Além disso, acrescenta o responsável, a criação da LC na Praça Camões pode ter uma dupla funcionalidade. “Dinamiza o centro da cidade, com a instalação de serviços que terão muita procura, e resolve definitivamente os problemas de infiltrações de água que têm afectado o parque de estacionamento”, defende Jorge Gomes.

“Não me parece uma solução viável”, defende o presidente da CMB

Nas localidades do País já contempladas com LC, o Governo negociou com as autarquias a localização do serviço, pois a ordem é aproveitar instalações do Estado ou do município, sempre que se encontrem disponíveis.
Tanto Jorge Gomes como presidente da CMB, Jorge Nunes, reconhecem que a cidade não dispõe de nenhum local à altura duma Loja do Cidadão de 2ª Geração. A diferença é que o autarca aposta num edifício construído de raiz. “Impõe-se construir um edifício novo ao lado da Segurança Social, aproveitando um projecto que custou 400 mil euros ao Estado e que visa instalar condignamente vários serviços públicos que estão espalhados pela cidade, sem oferecerem condições aos utentes e funcionários”, sustenta o autarca.
Quanto à opção da Praça Camões, Jorge Nunes é peremptório. “Não me parece uma solução viável”, defende. De qualquer forma, acrescenta o autarca, “as negociações vão continuar, pois tanto a Câmara como o Governo têm um objectivo comum, que é instalar os serviços públicos e a Loja do Cidadão de forma condigna”.