Ginásio Clube de Bragança vence segunda edição do Aziborne Extreme

Sáb, 03/09/2022 - 22:50


O evento voltou a realizar-se em Macedo de Cavaleiros, foi a primeira vez que teve cariz competitivo e contou com sete equipas. Município garante continuidade do Aziborne Extreme em 2023.

Corrida, canoagem, BTT e parapente foram as quatro modalidades praticadas pelas sete equipas, cerca de 30 participantes, na segunda edição do Aziborne Extreme, evento organizado pelo Município de Macedo de Cavaleiros.

O evento ligou a cidade macedense à Albufeira do Azibo e à Serra de Bornes, os dois ex-libris do concelho.

A nível colectivo, o Ginásio Clube de Bragança subiu ao lugar mais alto do pódio e contou com um peso pesado da canoagem na sua equipa, o ucraniano Andrey Petrov.

O ex-atleta olímpico, que está em Portugal há 22 anos, venceu na modalidade de canoagem e contribuiu para o triunfo colectivo. “Foi uma boa experiência mas não foi muito fácil. Não tive muito tempo para treinar mas dada a experiência e força que já tenho, acabou por dar bom resultado.”

Andrey Petrov participou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, em canoagem K4 1000m e dois anos antes conseguiu medalha de bronze em K4 200m no Campeonato do Mundo, no México.

Na corrida, de 15 quilómetros, Nuno Quitério foi terceiro a nível individual, com o tempo de 51 minutos e 57 segundos. O atleta brigantino enfrentou forte concorrência. “Fácil nunca é, principalmente quando temos atletas a competir com as condições que eles têm, de renome a nível nacional, e aqui refiro-me ao Rui Muga e ao Zé Carvalho, que são atletas muito bons, campeões nacionais. Nunca é fácil mas os treinos traduziram-se no resultado final”, disse.

Na modalidade de BTT a prova não foi fácil. Os betetistas percorreram 52 quilómetros num percurso que ligou a Praia da Ribeira, no Azibo, à Serra de Bornes. João Dias representou a equipa vencedora e confessou ter encontrado dificuldades. “Não foi muito fácil. Inicialmente foi sempre a rolar e os últimos oito quilómetros a subir para a Serra de Bornes. A dificuldade esteve toda aí”.

O testemunho foi passado a Rui Mila para a última prova do Aziborne Extreme, o parapente. O parapentista destacou o espírito de grupo para alcançar a vitória por equipas. “Toda a equipa esteve, incrivelmente, bem e isso nota-se pelos lugares que foram alcançando. Fomos conseguindo colmatar diferenças para as outras equipas que traziam atletas muito bons. O parapente é sempre aquela modalidade ingrata porque é muito estratega”.

No final do evento, Rui Vilarinho, vice-presidente do Município de Macedo de Cavaleiros, deixou a garantia do regresso da iniciativa em 2023, mas quer aumentar o número de participantes, e, para isso, a estratégia terá que passar pela promoção e divulgação ainda mais cedo. “Esperávamos um pouco mais de equipas, mas não se conseguiu porque houve desencontros entre atletas e alguma dificuldade em fazer os grupos. Acredito que uma divulgação feita mais cedo pode contornar este problema, talvez tenha sido uma lacuna nossa pois começámos a divulgar a prova em Maio/Junho, mas também estávamos condicionados à Covid-19, pois não sabíamos se tínhamos ou não condições para a fazer. Neste momento vamos começar já a reunir os elementos necessários, nomeadamente o trabalho de vídeo, para começar já a divulgar a edição do próximo ano”.

Ainda assim, o também vereador do desporto considerou que foi uma prova que “correu muito bem” e que é uma prova que o município “quer potenciar cada vez mais”.

Rui Vilarinho não tem dúvidas que o Aziborne Extreme “cativa e capta” atletas, pois são quatro modalidades que são praticadas no concelho de Macedo de Cavaleiros. “Temos elementos de BTT suficientes e muitos não participaram por falta de equipa. Também há muitos de atletismo, visto o crescimento dessa secção do Clube Atlético, que tem cada vez mais participantes. No que respeita à canoagem, há aqui alguma dificuldade porque também ainda não temos essa modalidade verdadeiramente inserida no nosso concelho, só estará a partir do momento em que tenhamos feita a estrutura do Centro Náutico. Depois temos o parapente, que cada vez mais tem Macedo de Cavaleiros como uma referência, temos tido campeões e vice-campeões nacionais, competidores internacionais, e acredito que pode alavancar cada vez mais”.

Por equipas o pódio ficou completo com os “Patos Bravos” na segunda posição e os “Gladiadores” terminaram no terceiro lugar.

A nível individual, por modalidades, Rui Muga (4 Dukes) venceu a corrida, Andrey Petrov (GCB) foi primeiro na canoagem, Hernâni Gouveia (Patos Bravos) foi primeiro no BTT e Rui Ferreira (4 Dukes) triunfou no Parapente.

 

Jornalista: 
Susana Madureira