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Folar à moda antiga

Ter, 11/03/2008 - 11:26


Já perdeu a conta aos quilos de folar que tirou do forno. Ao longo dos últimos 30 anos, Noémia Maurício fabrica, todos os meses, alguma quantidade daquele produto para consumo próprio e para a família. “Claro que na altura da Páscoa cozo muitos mais, mas como em casa gostamos todos de folar, de 15 em 15 dias faço uma fornada para o comermos sempre fresquinho”, explicou.

Produto tradicional de Izeda, Noémia Maurício aprendeu a fazer folares desde muito nova, seguindo uma tradição que já vinha de família. “Sempre me recordo de ver fazer em casa e aprendi a ver a minha mãe a confeccioná-los. Aos poucos, fui começando a fazer eu também”, lembra a produtora.
Apesar de nunca ter vendido a sua produção, Noémia Maurício vai estar, este ano e pela primeira vez, presente na 9ª edição da Feira do Folar e Artesanato de Izeda. Esta participação, segundo a fabricante, não visa a obtenção de grandes lucros, nem a criação de um negócio. “Queremos manter viva esta tradição e acho que todos na terra deveríamos ajudar e participar”, assevera.
No entanto, acredita que a sua produção irá esgotar, à semelhança do que tem acontecido com os expositores nas outras edições do certame. “Tenho boas expectativas, mas as quantidades que vamos cozer dependem do que vendermos no primeiro dia”, explicou Noémia Maurício.
Para fabricar o melhor folar, só utiliza produtos caseiros, como ovos e fumeiro. “O segredo está na maneira tradicional de confeccionar o folar e, como faço tudo à moda antiga, sai sempre melhor”, salientou.
No futuro, Noémia Maurício espera passar esta arte e conhecimentos aos filhos, de modo a perpetuar a tradição do folar de Izeda. “São curiosos e vão aprendendo ao ver-me, mas também dão uma mão e colocam alguns dos ingredientes no folar, pois já conhecem o processo todo”, referiu a senhora.