Ter, 11/03/2008 - 11:27
Em Trás-os-Montes, Mirandela é a localidade onde se vendem maiores quantidades daquele produto, mas é no Porto que se encontram os maiores consumidores de folar. “No Grande Porto temos compradores todos os dias, mas vendemos à fatia. Já em Mirandela as pessoas compram o folar inteiro”, realçou o produtor.
Apesar de cozer folar desde que foi fundada, o número de vendas tem aumentado desde 2000, altura em que a Feira do Folar de Izeda começou a ser mais conhecida. “Com o certame houve um acréscimo nas vendas, sendo que a nossa empresa tem ajudado a projectar este produto”, explicou Rui Simão.
Fabricado segundo os métodos tradicionais, o folar segue as receitas da fundadora da Padaria Transmontana e a mãe do actual proprietário. “Continua ser a minha mãe que coordena a produção e segue a tradição, à excepção da utilização de máquinas para amassar, que garante a leveza da massa. Mas nem poderia ser de outra maneira, pois cozemos uma elevada quantidade de folares”, sublinhou o empresário.
Para fazer frente à crise económica, Rui Simão criou, no ano passado, um folar mais barato. “Como o que encarece o produto é o fumeiro regional, começámos a fabricar um que levasse salsicharia. Assim, temos para venda o folar caseiro e o industrial que só difere nas carnes, mas cujo preço cai para metade em relação ao antigo”, explicou o responsável.


