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Floresta sem dinheiro

Ter, 29/05/2007 - 10:32


Os produtores florestais de São Martinho do Peso, concelho de Mogadouro, garantem que não recebem ajudas por parte do Governo há cerca de três anos.

A situação já está a criar dificuldades na economia da aldeia, pois para a floresta estar limpa é preciso gastar dinheiro. Caso contrário, os incêndios “levam tudo na frente”, temem os produtores florestais.
A área foi plantada ao abrigo do programa 2080/92, que contempla quatro projectos de florestação. Na localidade existem 100 proprietários de floresta, com uma área total de cerca de dois mil hectares de terreno. Cada produtor tem direito a uma ajuda de 200 euros por hectare, pelo que só em São Martinho do Peso são reclamados 1,4 milhões de euros por perda de rendimento.
Recorde-se que mais de 80 por cento das terras de cultivo foram florestadas, perdendo-se assim a apetência pelas culturas tradicionais.

Associações de Produtores e IFAP apresentam versões diferentes relativamente aos pagamentos

Na óptica do presidente da Associação de Produtores de Florestais de São Martinho do Peso (AGRIMARP), Heitor Calejo, não há motivos para que o Governo não pague as ajudas, uma vez que a documentação está foi toda entregue e todo o processo está dentro da legalidade.
Confrontado a situação, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) garantiu que as ajudas referentes aos quatros projectos foram pagas, faltando, apenas, as inerentes ao corrente ano.
Esta posição é desmentida pelos produtores associados da AGRIMARP, que solicitam ao IFAP os números das contas onde o dinheiro foi depositado.
Ao que o Jornal NORDESTE conseguiu apurar, no distrito de Bragança, há mais casos semelhantes, não só no seio de associações de produtores florestais, mas também em casos de produtores que apresentaram os projectos em nome individual.