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Finalmente

Ter, 27/11/2007 - 10:11


A vinda do primeiro-ministro a Bragança serviu para clarificar o novo modelo de financiamento das estradas que vão ser construídas em Portugal nos próximos anos. Afinal, a construção da Auto-Estrada Transmontana, IP2 e IC5, cujos concursos foram anunciados no sábado por José Sócrates, será suportada pelo orçamento das Estradas de Portugal, que não está regionalizado em termos de PIDDAC.

Ou seja, o facto destas vias de comunicação não constarem do PIDDAC para o distrito de Bragança, não impede o seu avanço, tanto mais que alguns dos concursos públicos já foram publicados em alguns jornais nacionais.
Nunca é demais lembrar que, se Bragança é o único distrito do País sem um quilómetro de auto-estrada, há 8 concelhos do Nordeste Transmontano que não têm um quilómetro de via rápida. As excepções são Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, conhecidos como o Eixo do IP4. Torre de Moncorvo cedo conheceu alguns quilómetros de IP2, mas foi traído pela construção tardia do acesso à vila e pelo adiamento desta via rápida, a norte e a sul.
É neste contexto que o IP2 e o IC5 conseguem suplantar o papel da Auto-Estrada Transmontana no combate ao isolamento das populações. Enquanto a duplicação do IP4 vai diminuir tempos de viagem entre centros urbanos já servidos por uma via rápida, o IP2 e o IC5 vão ligar sedes de concelho que, até hoje, nada mais conhecem do que estradas nacionais com traçados completamente ultrapassados.
Mais, se a Auto-Estrada Transmontana abre novas janelas de oportunidade nas relações Porto-Vila-Real-Bragança-Zamora, o IP2 será a via preferencial para viajar rapidamente entre Bragança e Lisboa… e quase sem portagem!