Faltam instituições para idosos

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Ter, 17/01/2006 - 15:13


A Escola Superior de Saúde de Bragança (ESSB) promoveu um seminário e fórum sobre a “A Arte de Envelhecer”, uma iniciativa que decorreu da passada quinta-feira a sábado, na Escola Superior Agrária de Bragança.

Com um aumento progressivo do número de idosos em Portugal, a Gerontologia é uma ciência que visa estudar a população a partir dos 65 anos, a velhice e o envelhecimento.
Neste sentido, professores e alunos reuniram-se para “transmitir às pessoas o futuro gerontólogo”, explicou a docente da ESSB e membro da comissão organizadora, Emília Magalhães.
A funcionar há dois anos, a licenciatura visa formar profissionais com capacidade para actuar junto dos mais idosos, prevenindo as dificuldades inerentes ao avanço da idade.
Segundo Emília Magalhães, “dever-se-ia investir mais em Serviços de Assistência Domiciliária (SAD), que já incluiriam nos seus quadros técnicos e profissionais como os gerontólogos”. Esta medida, na óptica da responsável, iria potenciar o decréscimo das longas listas de espera nas Instituições Particular de Solidariedade Social (IPSS) vocacionadas para o acolhimento de idosos.

Assistência domiciliária

Atendendo às necessidades ao nível de higiene, fornecimento de refeições, acompanhamento médico ou, simplesmente, companhia à população mais velha, os SAD são cada vez mais necessários. “Iriam contribuir para que muitos idosos pudessem permanecer nas suas residências o máximo de tempo , adiando a sua integração em instituições de acolhimento, que dariam resposta a casos de certa urgência ou gravidade”, defende a docente.
De acordo com dados avançados por Emília Magalhães, em Portugal existem, apenas, cerca de 1.300 IPSS que dão cobertura a 60 mil idosos, aproximadamente, “o que é insuficiente”, sustenta a docente.
A responsável alerta, por outro lado, para o importante papel das autarquias em proporcionar melhores condições aos mais velhos, nomeadamente através da organização de passeios e encontros de gerações.
De qualquer forma, “é necessário criar outros espaços para a população idosa, para que possam ocupar o seu tempo de outra maneira, inclusive no interior das próprias cidades”, sublinha a responsável.