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Expropriações na Barragem de Sambade

Ter, 19/06/2007 - 10:23


Os 21 agricultores que se recusaram negociar com a empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD) vão ser expropriados dos seus terrenos para a construção da barragem de Sambade, no concelho de Alfândega da Fé. Na óptica do presidente do conselho de administração da empresa, Alexandre Chaves, trata-se de um processo normal, pois os proprietários não aceitaram a proposta apresentada pela ATMAD, que rondou 1 euro por metro quadrado, um valor considerado vantajoso para os agricultores. “A nossa proposta é sempre mais alta do que aquela que é determinada pelos tribunais. Muitas vezes, os agricultores recebem, apenas, metade”, acrescentou o responsável.

A morosidade do processo é um dos principais obstáculos, dado que a empresa é obrigada a evocar o interesse público da infra-estrutura, um processo que poderá demorar cerca de meio ano.
Mesmo assim, Alexandre Chaves realça que se trata de uma pequena percentagem de proprietários, visto que a maioria, cerca de 280, aceitaram as negociações iniciais, pelo que não se registaram atrasos no decorrer da obra.

ATMAD já tem os terrenos todos disponíveis para poder concluir a obra até ao final do ano

Neste momento, a ATMAD já tem todos os terrenos disponíveis, prevendo a conclusão da empreitada até ao final do ano, para que possa começar a encher durante o Inverno.
A Estação de Tratamento de Água também irá nascer nas proximidades da barragem e deverá estar concluída, no máximo, durante o primeiro trimestre do próximo ano, para que, ainda em 2008, os alfandeguenses possam começar a consumir a água da albufeira.
Nessa altura, Alexandre Chaves garante que grande parte do concelho de Alfândega da Fé será servido com água de qualidade e em quantidade, que chegará a casa dos consumidores através de um sistema seguro.
Recorde-se que a barragem de Sambade representa um investimento de cerca de três milhões de euros.