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Eucaliptos vão dar lugar a zimbros, azinheiras e sobreiros em Vimioso

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Ter, 10/12/2019 - 11:00


Um eucaliptal, de 30 hectares, no concelho de Vimioso, vai ser reconvertido numa floresta autóctone.

A ideia é trocar estas árvores exóticas por zimbros, azinheiras e sobreiros e diga-se que, por aqui, o abate dos eucaliptos já começou há mais de quinze dias. Este restauro ecológico está a ser feito no âmbito do mais recente projecto da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA): o Hotspot de Biodiversidade. “Pretendemos apoiar a regeneração natural das espécies autóctones”, assegurou a bióloga da associação, Sara Pinto. O projecto da AEPGA, que surgiu de uma candidatura ao Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente e da Transição Energética, surge da necessidade de salvaguardar uma área natural inserida num Sítio de Importância Comunitária, da Rede Natura 2000, nos concelhos de Vimioso e Mogadouro, no sítio dos rios Sabor e Maçãs, que se caracteriza, essencialmente, por incluir os vales encaixados destes dois rios e do Angueira. Além do abate de eucaliptos há outras duas vertentes que a AEPGA está a trabalhar através do projecto. Como o local integra a rede para conservar os habitats e as espécies selvagens raras, ameaçadas ou vulneráveis na União Europeia, a conservação de habitats prioritários nesta área é outro dos eixos a explorar e o primeiro passo da associação, que já está dado, foi ir para o terrenos a mapeá-los. “Um habitat que é bastante expressivo nesta zona é dos bosques de zimbros e sobreiros”, disse a bióloga. A conservação destes habitats, quatro estão identificados como prioritários, também se deve ao facto deste Sítio de Importância Comunitária enfrentar várias ameaças, entre elas a destruição de vegetação, florestação com espécies desadequadas, realização de queimadas, ordenamentos piscícola insuficiente e cinegético desadequado, abandono e alteração de práticas agro-pastoris e corte ilegal de bosques. A terceira vertente do projecto passa pela educação ambiental, dirigida aos agricultores e à comunidade escolar. Assim, há um técnico, especializado em botânica, com experiência em acompanhar projectos agrícolas, no sentido de os tornar mais amigos do ambiente. O projecto tem como parceira a PALOMBAR – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural

Jornalista: 
Carina Alves