class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-168339 node-type-noticia">

            

A eterna esperança resiste

Ter, 18/03/2008 - 11:07


Com o semblante carregado, Abílio Familiar desabafava, no fim da partida: “ainda há esperanças e vamos esperar pela 2ª mão, no dia 28”. A equipa do Mogadourense acabava de perder por 3-0 para a Taça.

Nos anteriores confrontos para o campeonato, as duas equipas tinham sido muito iguais: 1-0 para o Mogadouro na 1ª volta e empate em Vimioso, há 15 dias atrás, pelo que nada fazia prever tamanha diferença no marcador.
O encontro foi muito equilibrado na primeira parte, não havendo grandes oportunidades, mas o futebol foi bonito, com o Vimioso a jogar quase sempre pela sua direita para atacar a baliza de Zé Manel.
Depois de uma bonita jogada de Vidinha, Rogério ainda gritou golo, mas foi só o susto para os defensores do Planalto.
Mais tarde, perto dos 28”, Ricardo, com um pontapé de baliza, quase marcava aquilo que seria um golo monumental. Com este chuto, Zé Manel teve, mesmo, que se empregar a fundo para evitar o pior.
O Mogadourense respondia pela direita com Alex, que esteva muito bem, ou com Mário, muito azarento na hora da finalização.
No centro do terreno mediam-se forças, mas a primeira parte estava a acabar e não havia grande supremacia de qualquer um dos grupos.
O equilíbrio acabou por prevalecer, embora o jogo fosse bonito e com muita entrega de todos. Nesta primeira parte, os melhores em campo foram, mesmo, os três juízes.
No reatamento, o jogo voltou ao inicial, mas foi o Mogadourense a tentar o golo.
Ricardo esteve sempre atento, mas por duas vezes teve que se empenhar a fundo.
O jogo prometia, mas estava tudo empatado na roda do meio campo e ninguém se decidia. Assim, o futebol era alegre, mas sem golos, até que Zé Manel cometeu uma grande infantilidade, ao fazer penalti numa zona onde não havia perigo para a sua baliza, após uma jogada sobre a esquerda junto à linha da grande área. Sem ângulo, Carlos Miguel passa por Zé Manel e, quando a bola ia a sair, o guarda-redes atinge o avançado com um pontapé para evitar a sua progressão. Nené converteu a grande penalidade em golo, pois Zé Manel nem reagiu.
Foi um bom período da equipa da casa que voltou a marcar por Carlos Miguel. Com o terceiro golo de Vitinho, o número 1 da equipa do Planalto voltou a estar mal.
Foi um resultado feliz num bom jogo de futebol, em que nem se pode falar em exageros.
Apenas Zé Manel vai recordar este dia como muito mau e deixa uma grande herança para a segunda mão que é marcar quatro golos ao Vimioso.
A arbitragem, que muitas vezes é tão criticada, teve uma grande oportunidade para fazer valer a sua força e posição dentro dos meandros do futebol.
Fernando Lhano é um senhor. Também Rui Dias é um jovem que tem as portas abertas para dar mais passos.
Nesta partida, o trio foi exemplar e estar 90+4 min. em campo sem erros é obra.

Estádio do Vimioso
Árbitro – Fernando Lhano (A.F. Bragança)

3 Vimioso
Ricardo
Tó-Zé
Pedro João
Vidinha
Leonel
Néné
(Cameirão 82”)
Vitinho
Carlos Miguel
(Ricardo Diz 75”)
Kina
Rogério
(Shéu75”)

Treinador
François

0 Mogadourense
Zé Manel
Beto
Emanuel
Miro
Paulo Picote
Alex
Hélder (Bruno 80”)
Dani
Mário
Luís Lopes

Treinador
Abílio Familiar

Marcadores – Nene (g.p.) 61”, Carlos Miguel 72” e Vitinho 77”.