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Estratégia de Lisboa – Novo ciclo

Ter, 18/03/2008 - 10:54


Nos dias 13 e 14 de Março o Conselho Europeu da Primavera lançou, em Bruxelas, o novo ciclo da Estratégia de Lisboa para o período entre 2008 e 2010, cujas linhas orientadoras foram desenhadas durante a recente Presidência Portuguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2007.

Os temas de âmbito europeu são difíceis de comunicar e apropriar pelos cidadãos e a Estratégia de Lisboa não é excepção. São milhões as referências à Estratégia de Lisboa na imprensa e nos documentos comunitários, desde que em 2000 foi aprovada na presidência portuguesa.
No entanto são poucos os cidadãos europeus que conhecem com profundidade os seus fundamentos ou acompanharam as transformações profundas que sofreu desde então e que a transformaram numa agenda que tem impacto na vida quotidiana de todos nós.
Desde 2005, é em nome da Estratégia de Lisboa que os países da União Europeia se comprometeram a concretizar Planos Nacionais de Reformas visando tornar a Europa mais competitiva, melhorar o crescimento económico, criar emprego e promover a coesão social e a sustentabilidade ambiental.
Esta focalização na Agenda de Lisboa no crescimento e no emprego teve resultados visíveis. Foram criados 6,5 milhões de postos de trabalho e a UE cresceu em média 2,9% no período. Portugal criou em termos líquidos quase 100 000 novos postos de trabalho e passou de uma recessão para um crescimento de 1.9%.
Estes bons resultados aumentam a expectativa e a exigência para o novo ciclo, que constitui também uma nova etapa de ambição. A partir de 2008 a UE irá ainda mais longe na concretização da Agenda de Lisboa.
Em primeiro lugar serão definidas estratégias de poupança e reconversão do modelo energético que consolidarão a Europa como líder no combate ás alterações climáticas e na produção de energias renováveis.
Em segundo lugar serão aplicados os princípios da flexigurança, ou seja, haverá uma aposta nas competências das empresas e na qualificação das pessoas de forma a aumentar a flexibilidade e a mobilidade positiva na economia europeia, ao mesmo tempo que se desenvolverão os mecanismos de inclusão e protecção social.
Em terceiro lugar serão melhor articuladas as suas redes de investigação e desenvolvimento, facilitando a circulação do saber entre os Países e entre as universidades e a indústria, promovendo a designada “quinta liberdade”.
Finalmente, nesta síntese do que mais importante vai mudar com a implementação do novo ciclo da Estratégia de Lisboa, ela será aplicada não apenas como uma agenda interna de cada País e da União, mas também como a Agenda da União Europeia para fazer face aos desafios da Globalização.
No seu novo ciclo, a Estratégia de Lisboa continua a ser uma agenda de excelência com fortes marcas portuguesas. Um a agenda que nos orgulha e que vale a pena seguir com atenção e praticar com entusiasmo e abertura para o aperfeiçoamento permanente.

Carlos Zorrinho
Coordenador nacional da Estratégia de Lisboa
e do Plano Tecnológico