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Espanha garante auto-estrada até Quintanilha

Ter, 26/02/2008 - 10:41


O primeiro troço da auto-estrada Zamora-fronteira de Quintanilha estará a funcionar no final do próximo ano. A garantia é da sub delegada do governo espanhol em Zamora, Josefa Chicote, que na passada quarta-feira visitou as obras do troço de 6,1 quilómetros que completa a circular à cidade de Zamora, ligando a A-66 (Zamora-Salamanca) a Valcabado e Nacional 122. Segundo o diário La Opinión – El Correo, este será arranque da conversão em auto-estrada da via que, actualmente, liga Zamora, Alcanices e a fronteira de Quintanilha. No futuro, noticia o diário espanhol, a Nacional 122 será transformada na A-11, que aproximará a capital zamorana da fronteira portuguesa.

A circular a Zamora custará 21,5 milhões de euros e entrará ao serviço durante o terceiro trimestre de 2009. De acordo com o La Opinión, a via “evitará que os camiões que procedam ou tenham como destino Portugal entrem no casco urbano de Zamora”.
No que toca aos restantes lanços da auto-estrada Zamora-fronteira com Portugal, Josefa Chicote revelou que já realizou um estudo prévio, acrescentando que, ao longo deste ano, serão elaborados os respectivos projectos. O objectivo, anuncia o diário, é avançar com as obras em 2009.
Na mesma situação está o troço Zamora-Benavente, o último que falta para concluir a auto-estrada da Rota da Prata.
Recorde-se que, recentemente, a responsável visitou as obras de seis lanços da autovia A-66, que estará aberta ao trânsito em Dezembro deste ano.
Durante a ronda, Josefa Chicote falou sobre os acessos à ponte Internacional de Quintanilha. “Estão bastantes avançados e espera-se a sua conclusão o mais breve possível”, garantiu ao La Opinión.

Auto-estrada Zamora-fronteira com Portugal já foi alvo de estudo prévio

Do lado português, a questão tem suscitado polémica, já que a abertura da travessia sobre o rio Maçãs depende dos acessos em Espanha, que só deverão estar prontos no Verão.
Até lá, os automobilistas são obrigados a percorrer a sinuosa EN 218, atravessando a antiga fronteira para entrar ou sair do País.
Com os atrasos em Espanha, os últimos dois quilómetros do IP4 vão ficar encerrados durante cerca de um ano, até que fiquem prontos os 2,1 quilómetros de acesso à ponte em território espanhol.
O Ministério dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas (MTCOP) admite que há atrasos no país vizinho, mas garante que as indicações apontam para a conclusão dos trabalhos no próximo Verão.
O governo de Zapatero justifica os atrasos com o problemas ao nível das terraplanagens, que obrigaram a administração rodoviária espanhola a suspender os trabalhos e a reequacionar os estudos.
No entanto, o traçado do lado espanhol também vai apresentar algumas diferenças. Enquanto a ponte conta com duas vias em cada sentido, ficando adaptada ao perfil de auto-estrada, os acessos do lado espanhol só vão ter uma via em cada sentido. Contudo, ao diário de Zamora Josefa Chicote fala na conversão da Nacional 122, que também deverá estender-se aos 2,1 quilómetros de acesso à ponte de Quintanilha.
Recorde-se que a Ponte Internacional representa um investimento de 13,6 milhões de euros, suportados por Portugal e Espanha, sendo que os trabalhos de maior envergadura ficaram a cargo do Estado Português.

JOÃO CAMPOS/TERESA BATISTA