Qua, 02/05/2007 - 10:21
Segundo o director da Resíduos do Nordeste, Paulo Praça, o aumento da produção de lixo indiferenciado é preocupante para o orçamento das autarquias, que gastam milhares de euros para recolherem e tratarem os resíduos.
Durante o ano passado, cada habitante produziu, em média, um quilo de lixo por dia, o que se traduziu no recorde de 55 mil toneladas de lixo depositadas em aterro.
Por sua vez, a recolha selectiva, apesar do aumento do número de ecopontos, tem um peso de, apenas, 5 por cento no total de lixo produzido na região.
Dado que quem paga a factura são os municípios, o presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que é fundamental sensibilizar a população para reduzir a quantidade de resíduos. “A recolha e tratamento têm custos muito elevados, que vão duplicar com a entrada em vigor da legislação comunitária. Seguramente que os cidadãos não estão preparados para suportar esses custos”, acrescentou o edil.
Compostagem dos resíduos orgânicos contribui para a diminuição da produção de lixo
Na óptica de Jorge Nunes, a compostagem do lixo doméstico é um passo importante para diminuir a quantidade de resíduos sólidos urbanos, pelo que a mensagem deve passar dos filhos para os pais.
Esta posição é, igualmente, vincada por Paulo Praça. Na óptica do responsável, a que realça que a reciclagem da matéria orgânica, para ser reutilizada como adubo natural, está ao alcance das pessoas, uma vez que há compostores domésticos à venda nos supermercados.
O director salienta, ainda, que a mudança de mentalidades não passa, apenas, pela colocação de mais ecopontos. “ É preciso sensibilizar os agentes económicos que, muitas vezes, introduzem num produto duas ou três embalagens, que servem, apenas, para decoração”, acrescentou Paulo Praça.
Para já, 12 escolas secundárias do distrito estão envolvidas no projecto “ Compostagem Doméstica nas escolas secundárias”, que consiste em dotar os estabelecimentos de ensino de um compostor e de um guia sobre a reciclagem orgânica.


