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“Ensinar Saúde Bragança”

Ter, 18/03/2008 - 10:30


Cerca de 25 milhões de euros foi o valor do investimento anunciado, na passada terça-feira, para a concretização do programa Ensinar Saúde Bragança.

Tal como foi noticiado pelo Jornal Nordeste na última edição, este projecto abrange uma Escola Superior de Saúde e Gestão de Bragança (ESSGB), Hospital Particular de Bragança (HPB) e um conjunto de residências académicas e assistidas.
Implementado numa área com mais de 19 mil m2, este projecto é promovido pela empresa NSTM – Nova Saúde de Trás-os-Montes, SA., numa parceria entre a Câmara Municipal de Bragança (CMB), Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU), Ensibriga – Educação e Formação, e ISLA.
“Tínhamos noção de que Bragança era um concelho com apetência para ficar com este projecto e aqui a oferta privada não é grande, pelo que vamos oferecer qualidade e é esse nicho que vamos aproveitar”, explicou o presidente da CESPU, Almeida Dias.
No entanto, qualquer competição com o actual Hospital de Bragança está fora de questão. “Não vamos concorrer com o que está instalado. Nós só queremos é trabalhar com qualidade e prestar cuidados diferenciados que o sector público não cobre”, sublinhou o responsável.

Projecto está pensado para ter uma escala a nível nacional e, mesmo, internacional

Caracterizado como “ambicioso”, os responsáveis prevêem que os vários serviços integrados no projecto venham a ser procurados por pessoas de todo o País e, mesmo, de Espanha. “É feito em Bragança, mas não é feito apenas para esta cidade. Abrange o concelho, distrito, região e julgo que vamos ter capacidade de atrair a atenção de espanhóis”, salientou Almeida Dias.
O presidente da CESPU pretende, ainda, associar a ESSGB a universidades estrangeiras, de modo a internacionalizar o projecto. “Não é um projecto de massas, mas é virado para nichos de saúde e gestão muito específicos, especializados e úteis”, acrescentou o responsável.
Na óptica do presidente da CMB, Jorge Nunes, este projecto vai “dotar a região com os melhores cuidados de saúde, que é uma das maiores necessidades ao nível da atractividade das localidades”.
Já no que toca à criação de cerca de 300 postos de trabalho, o autarca sublinha que “com tantos jovens qualificados que estão desempregados, é importante que este projecto vá de encontro às necessidades de empregabilidade”.
Recorde-se que o projecto vai arrancar no primeiro trimestre do próximo ano e seja concluído no prazo de 24 meses.