Ter, 20/03/2007 - 10:47
Ao que foi possível apurar, a fábrica poderá ficar instalada na freguesia de Vila de Ala, podendo mesmo ocupar parte dos antigos silos de armazenamento de cereal, adquiridos pela Câmara Municipal de Mogadouro (CMM) e pela EPAC. As infra-estruturas localizam-se junto à antiga estação de caminho-de-ferro.
Apesar de se tratar de investimento importante para o concelho, a edilidade, inicialmente, mostrou-se relutante, devido ao eventual perigo de poluição, já que os maus cheiros poderão ser um factor a ter em conta.
Para perceberem todo o funcionamento da unidade de transformação, uma comitiva composta por elementos da CMM e da Junta de Freguesia de Vila de Ala deslocou-se a Milão (Itália).
Proximidade com Zamora e Salamanca estiveram na origem da escolha dos empresários italianos
Segundo o presidente da CMM, Moraes Machado, não foram notados quaisquer indícios de atentados ambientais na fábrica Italiana, pelo que a poderá nascer uma unidade do género no concelho. Para isso, tem que obedecer aos mais rigorosos critérios de protecção ambiental, já que esta é uma das condições impostas pela autarquia.
“A fábrica tem como base o aproveitamento das partes não comestíveis dos frangos produzidos em aviários, como é o caso do sangue, penas e gorduras, e transforma-os em alimentos para peixes e cães”, explicou o edil.
Moraes Machado acrescentou, ainda, que a matéria-prima virá, em grande parte, da vizinha Espanha e o produto final destina-se ao mercado europeu.
A proximidade de Mogadouro com Espanha teve um papel determinante na escolha do empresário italiano. Após a recente visita a Itália, os autarcas transmontanos ficaram convictos de que a fábrica estará em laboração já no próximo ano.


