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Ecomuseu promove Mundo Rural

Ter, 05/06/2007 - 10:16


As adegas de S. Jumil, os fornos de cal e a Lorga de Dine e o Cerro de Penhas Juntas são alguns dos elementos históricos do concelho de Vinhais que podem ser observados e conhecidos no futuro Ecomuseu. Este espaço, situado no cume da Ciradelha (um dos pontos mais altos do município), visa dar a conhecer os pontos de interesse turístico espalhados pelo Mundo Rural, através de painéis explicativos, convidando os visitantes a deslocarem-se aos locais. Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Roberto Afonso, o ecomuseu pretende fugir ao conceito de museu tradicional, mostrando as peças sem as tirar do seu ambiente natural.

Ao todo, serão divulgados cerca de duas dezenas de sítios com alguma história e com ligações profundas às raízes do concelho, como moinhos, complexos mineiros, templos, museus tradicionais e cozinhas tradicionais de fumeiro.
Neste momento, já está a ser recolhida a informação que irá ser disponibilizada nos painéis explicativos, para que o Ecomuseu possa abrir as portas ainda durante o mês de Agosto, altura em que o concelho recebe um grande número de visitantes.
A par do Centro Interpretativo do Castro da Ciradelha, que proporciona uma vista panorâmica sobre todo o concelho, também será colocada uma plataforma exterior com a localização dos elementos que constituem o Ecomuseu.
Este equipamento, orçado em cerca de 250 mil euros, vai, igualmente, dinamizar o Castro da Ciradelha, um local com potencial turístico que se encontra esquecido no meio da vegetação.

Projecto turístico mostra a história da vila e dinamiza freguesias do Mundo Rural

Os vestígios do castro, situados a noroeste da vila, guardam as memórias de um local estratégico defensivo, conhecido ao longo dos séculos como Cidadela. Este povoado, que assenta em estruturas proto-históricas, que remontam à Idade do Bronze, julga-se que terá dado origem ao povo de Vinhais.
Para encontrar mais vestígios sobre a ocupação castreja, a CMV já está a levar a cabo sondagens arqueológicas naquela área. O objectivo é encontrar materiais dessa época e classificá-los, para serem expostos no Centro Interpretativo.
“Vamos assinalar o castro, melhorar os acessos e reconstruir algumas casas castrejas, para que as pessoas possam ter uma ideia de como era este povoado”, acrescentou Roberto Afonso.
No local, ainda se encontram amontoados de pedras, que se impõem no meio da densa vegetação que foi rompendo ao longo dos anos. Segundo alguns estudos, do lado Norte, foi edificada uma barbacã, um fosso e a muralha também seria mais alta nesta zona.
Quem visitar este local é, ainda, convidado a efectuar um percurso pedestre entre o Centro Interpretativo e a Lagoa, passando, obrigatoriamente, pelo Parque Biológico.
Este espaço, que será aberto ao público durante o próximo mês de Julho, mostra diversas espécies que se encontram no Parque Natural de Montesinho, desde a corsa ao javali. No jardim botânico também podem ser vistas plantas e árvores características desta área protegida.