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Duas faces da moeda

Ter, 18/03/2008 - 11:34


Houve um tempo em que os cabos de alta tensão passavam por cima de telhados de várias casas iluminadas pela luz da candeia. A região produzia energia para todo o País, mas muitos dos lares transmontanos ainda não conheciam a ligação à rede eléctrica.

Os tempos mudaram e hoje é a própria EDP que apoia um conjunto de projectos que prometem revolucionar Picote, aldeia de Miranda do Douro que guarda consigo uma das mais emblemáticas barragens do Douro Internacional.
A região transmontana continua na linha da frente na produção de energia hidroeléctrica, sem nunca ter retirado contrapartidas deste estatuto. Nunca teve a electricidade mais barata, como chegou a acontecer no Porto, nem viu os cofres das autarquias receberam mais do que 2-3 por cento da energia produzida pela EDP no Alto Rabagão ou Cávado, na zona de Montalegre.
Daí que as parcerias em torno do desenvolvimento de Picote mereçam ser realçadas, pois marcam um ponto de viragem. E, se aqui a barragem é um factor de desenvolvimento, há casos em que poderá ter um efeito contrário. No Tua, por exemplo, a anunciada barragem comprometerá, definitivamente, a circulação na Linha do Tua, espartilhando aquele que é um dos mais belos percursos ferroviários do País.
Sabe-se que o QREN fará jorrar milhões de euros na zona duriense e é pena que os turistas que percorram a linha do Douro não possam subir o Tua em comboio. De autocarro o percurso nem parece o mesmo, mas a alternativa será memos a estrada.