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Diabos mirandeses roubam dobradinha

Ter, 17/04/2007 - 11:32


A final da Taça da AFB levou ao Municipal de Bragança duas formações entusiásticas. O Morais porque, em ano de estreia, queria arrecadar a dobradinha e o Mirandês pretendia salvar a época com a conquista do troféu que dá acesso à Taça de Portugal.

Num jogo que marcou a despedida de Gil Afonso da arbitragem, a 1.ª parte, para surpresa do imenso público, foi completamente dominada pelos homens do Planalto. O Mirandês dispôs de incontáveis situações de perigo para “golear” os rivais, mas o avançado Elísio mostrou-se demasiado perdulário na hora do golo. Pelo contrário, o Morais apenas empolgou os adeptos com um livre directo à barra, por intermédio de Reis. Ainda assim, o intervalo coroou uma igualdade sem golos.
No reatamento da partida, o Mirandês manteve as suas linhas bem adiantadas. Vicente era dono e senhor dos lances defensivos, Paulo o cérebro centro-campista, Toni o desequilibrador e Elísio o maratonista que colocava em sentido a dupla de centrais, já consagrada, John e Fana.
Muito estática e sem a objectividade habitual, o Morais seria penalizado ao minuto 55. Livre do capitão Irulegui à trave e Toni, na recarga, encosta sem dificuldades para o fundo das redes. Neste lance, o habitual suplente do lesionado Mário não fica isento de culpas.

Mirandês fez da determinação e do espírito de sacrifício os grandes trunfos da conquista

A reacção dos primodivisionários não apareceu, apesar dos “diabos mirandeses” baixarem um pouco as suas hostes. Na verdade, o Mirandês nem precisou de se aplicar a fundo para preservar a vantagem, pois o trinco Kilas, aos 70’, recria-se com a bola em zona mortífera e perde o esférico para Toni, que rompe largos metros, sem obstáculos, até ao interior da área, onde descobre um remate soberbo para o 2.º tento da conta pessoal.
A emoção só chegaria a 5’ do final da contenda. Tó Mané dá lugar à sua coqueluche, Dany, e, a partir daí, o Morais ganhou jovialidade e dinâmica, conseguindo, inclusive, reduzir o marcador aos 89’, através do ofuscado Paulinho. Dany estoura, do meio da rua, ao poste e, na sobra, o avançado Paulinho não teve qualquer embaraço em marcar.
O Morais ainda espreitou o prolongamento, mas o tempo era outro inimigo de peso. Na realidade, o empate seria imerecido, já que os “verde e amarelos” foram algemados mais de 80’ e nunca tiveram destreza e ambição na demanda da dobradinha. Ao invés, o Mirandês fez da determinação e do espírito de sacrifício os grandes trunfos da conquista, relegando, novamente, a turma de Tó Mané para a imanência terrestre.

Estádio Municipal Bragança

Árbitro – Gil Afonso (A.F. Bragança)
Assistente (bancada) – Jorge Cavaleiro
Assistente (peão) – Valter Ramos

Mirandês – Tino; Bruno, Irulegui, Vicente, Licínio, Nuno, Paulo, João, Elísio, Toni (Bruno Sousa 75’) e Frederico (Luís Delgado 72’).
Treinador – Tino e Irulegui
Amarelos – João 17’ e Toni 75’.

Morais – Digo; Tó Mané (Dany 85’), John, Fana, Hugo, Kilas, Marcos, Reis, Miro (Bispo 72’), Maravilhas (Chaparro 75’) e Paulinho.
Treinador – Tó Mané
Amarelos – Miro 13’, Paulinho 22’, Tó Mané 45’+3 e Maravilhas 57’.

Ao intervalo – 0-0
Marcadores – Toni 55’ e 70’; 88’ Paulinho.