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Corte de estrada pela GNR

Ter, 24/04/2007 - 10:03


A população de Argozelo cortou anteontem a estrada da vila para mostrar que não aceitará o encerramento do posto local da GNR.

O protesto, não autorizado pelo Governo Civil de Bragança, durou 10 minutos e não teve consequências de maior na circulação rodoviária. Por isso, não houve necessidade de intervenção da GNR que, aliás, funciona a escassos metros do local da manifestação.
A acção apenas funcionou como um aviso, pois a Junta de Freguesia de Argozelo (JFA) promete “considerar todas as formas de luta para manifestar a posição da população sobre o futuro da GNR na vila”, tal como referiu o autarca local, Luís Rodrigues.
Recorde-se que a decisão do Governo ainda não está tomada, mas um estudo do Ministério da Administração Interna (MAI) prevê o encerramento dos postos da GNR com menos de 12 elementos.
Tendo em conta que em Argozelo prestam serviço 10 agentes, a população teme o pior. “Lutaremos com todas as nossas forças para que o posto da GNR se mantenha e, inclusivamente, veja aumentado o seu efectivo para 12 agentes”, salientou o presidente da JFA.
O corte de estrada ocorreu após alguns discursos que marcaram a II Feira Fúria da Rosquilha (ver texto na pág. 24). Na acção de protesto não estavam presentes membros da Câmara Municipal de Vimioso, situação que não escapou a alguns populares. “Passam por aqui a caminho Vimioso, e é quando não vão por Espanha ou regressam a Bragança por Izeda”, desabafava um argozelense, indignado com a falta de solidariedade do executivo camarário face ao problema da GNR.

Posto de atendimento pode ser alternativa, mas não 24 horas por dia

Apesar do encerramento do posto não ser uma certeza, o estudo do MAI considera a hipótese de dotar algumas localidades com posto de atendimento que funcionará das 9 às 17 horas. Luís Rodrigues não vê esta solução com bons olhos. “As situações mais graves não encontrarão solução num militar completamente desguarnecido, pelo que crescerá o sentimento de insegurança”, alega o autarca.
Confrontado com o protesto da população, o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, condena a atitude da Junta de Freguesia. “É lamentável que um autarca mobilize a população com base em especulações, porque ainda não há qualquer decisão quanto ao posto de Argozelo”, considera o responsável.
Jorge Gomes recorda que a JFA desrespeitou a lei ao organizar um corte de estrada sem autorização prévia e avisa que “não é com estas medidas que vai conseguir manter o posto aberto ou evitar o encerramento”.
Após o encerramento do posto de Santulhão, a GNR de Argozelo patrulha uma área de 226 km2, distribuídos pelas freguesias de Carção, Outeiro, Matela, Rio Frio, Santulhão e Arogozelo.