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Cordeiro mirandês à beira da certificação

Ter, 24/04/2007 - 10:41


O Cordeiro Mirandês está em vias de fazer parte do grupo de raças autóctones do Nordeste Trasmontano com Dominação de Origem Protegida (DOP). O anúncio foi feito durante os 12º Concurso Nacional de Ovinos de Raça Churra Galega Mirandesa, que decorreu anteontem, no mercado de gado do Naso, concelho de Miranda do Douro.

O processo de reconhecimento está em curso há cerca de seis anos, mas só agora é que a certificação se encontra na fase final.
Recorde-se que o Cordeiro Mirandês resulta da criação de ovinos Churros Galegos Mirandeses, daí que a certificação seja vantajosa para os criadores.
Estes animais devem ser abatidos até aos quatros meses de idades e não devem pesar mais de 20 quilos, sendo o rendimento por carcaça de cerca de 50 por cento do peso total.
Após o reconhecimento oficial do Cordeiro Mirandês, será criada uma cooperativa para a comercialização do produto, que é uma referência gastronómica de toda a “Terra de Miranda”, quer seja assado no forno ou em ensopado de borrego. Estes pratos são bastante procurados pelos espanhóis, que, diariamente, se deslocam aos restaurantes do concelho para comerem o tradicional borrego.

“Foi difícil chegar a esta fase do processo de reconhecimento, mas acreditamos que vai ser uma realidade”

Segundo o técnico da Associação de Criadores de Ovinos Churros Mirandeses, Manuel Fernandes, o processo de certificação para a obtenção de DOP está em fase de consulta pública e o pedido de protecção do Cordeiro Mirandês já foi publicado em Diário da República. Agora é seguir os trâmites legais e, em breve, este produto obterá a classificação de DOP.
“Foi difícil chegar a esta fase do processo de reconhecimento, mas acreditamos que vai ser uma realidade”, acrescentou Manuel Fernandes.
O concurso tem como principal objectivo estimular a orientação dos criadores na produção de Ovinos de Raça Churra, para contribuírem para a valorização dos recursos forrageiros e para a obtenção de carne de melhor qualidade.