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CoraNE

Ter, 29/05/2007 - 11:18


Houve um tempo em que os fundos do programa Leader eram aplicados na recuperação de fontes de mergulho, largos, centros de convívios e, locais de interesse arqueológico, como é o caso da Lorga de Dine (Vinhais).

Criaram-se Centros Rurais, embelezaram-se as aldeias com a comparticipação de Bruxelas e agora, em nome do turismo e do aumento do rendimento das populações, chegou a hora de tirar partido dessas intervenções.
Hoje, a palavra de ordem do Leader + são os projectos capazes de gerar riqueza, a divulgação de locais que possam atrair turistas e a criação de actividades passíveis de agarrarem as pessoas à terra.
Ou seja, depois da recuperação do património das aldeias, da criação de museus rurais e da preservação de algumas actividades tradicionais, é necessário levar as pessoas a visitarem o que está feito. E, o ideal é aproveitar a vinda de turistas para vendar os tais produtos nada fáceis de encontrar nos meios urbanos, desde que confeccionados de acordo com as regras de Segurança Alimentar.
Sendo assim, não é de estranhar que as verbas recentemente atribuídas pela CoraNE privilegiem a produção de azeite, a carne de raça bísaro, as farinhas para o gado mirandês e outras actividades que, certamente, representam mais valias para a agricultura.
É que se o trabalho da terra não resultar em rendimento, depressa o Mundo Rural se desertificará, arrastando consigo o turismo rural e o agro-turismo. Sem agricultura, estes dois tipos de alojamento perdem sentido, pois nas cidades não se lavram campos, não se vêem rebanhos passar, nem ruidosos tractores carregados de feno. Os turistas querem ver isso. Há que continuar a dar-lhes esta oportunidade, cativando os jovens para a agricultura que, bem feita, é uma inegável fonte de rendimento.