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Comboio regressa ao Tua

Ter, 29/01/2008 - 10:14


Um ano após o trágico acidente que provocou a morte a três pessoas e danificou a linha, o comboio regressou ao Tua. Às 10 horas de ontem, os jornalistas foram convidados a percorrer os 60 quilómetros entre Mirandela e o Tua e ficaram a conhecer os novos horários. Até a linha ser devidamente testada, circula-se com algumas restrições. A velocidade não pode ser superior a 30 km/hora entre as estações do Tua e de Ribeirinha, uma recomendação feita pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), devido às condições geológicas do terreno envolvente ao caminho-de-ferro.

No entanto, estão a ser implementadas outras medidas para acabar com os condicionalismos à circulação. É o caso dos trabalhos de estabilização dos taludes adjacentes à via, nos locais já identificados com maior probabilidade de queda de blocos. Em simultâneo, está em curso um estudo de análise de risco geológico dos taludes, que indicará os locais e tipo de intervenção.
As actuais restrições sugeridas pelo LNEC visam assegurar todas as condições de segurança e resumem-se a cerca de 33 quilómetros. “A CP retomou, parcialmente, a oferta entre Mirandela e o Tua, devido aos constrangimentos e às limitação da velocidade comercial”, adiantou o responsável do Gabinete de Relações Públicas da CP, Bruno Martins, acrescentando que a situação será alterada logo que estejam reunidas todas as condições.

Linha do Tua vai ser integrada no pacote charter da CP, onde é possível fazer reservas para grupos de turistas

Nessa altura será reavaliada a oferta no sentido de beneficiar, por um lado, as populações locais. Por outro lado, este trajecto passará a integrar o pacote de oferta de charter’s da CP, o que significa que podem ser reservadas viagens para grupos turísticos.
Na chegada à estação do Tua, às 11:58 horas, o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, mostrou-se satisfeito com a manutenção da linha. “A reabertura do caminho-de-ferro pode ser o princípio para não se fazer a barragem se nós começarmos a sensibilizar o Governo e as entidades da região do potencial desta linha”, salientou o edil mirandelense.
José Silvano afirma que o presidente da CCDRN e o próprio Governo já têm dúvidas quanto à construção da barragem Foz Tua e acredita que o empreendimento ainda poderá ser cancelado. “O importante é demonstrar que esta linha é viável em termos turísticos”, frisou José Silvano.
Os passageiros também defendem este meio de transporte, principalmente os habitantes das aldeias mais isoladas, que utilizam o comboio para se deslocarem.

FERNANDO CORDEIRO/FRANCISCO PINTO