Ter, 27/03/2007 - 12:11
Os sinais de degradação já eram bem visíveis ao nível do tecto, paredes e soalho, pelo que a recuperação da igreja era aguardada, há alguns anos, pela população local.
“Há cerca de oito anos deu-se um arranjo no telhado, mas o resto do edifício não sofria qualquer intervenção há mais de 20 anos. Há três anos ainda se falou em arranjar o soalho, mas não se chegou a fazer nada”, salientou Messias Gonçalves, um habitante da aldeia.
Para devolver a beleza ao templo, a Câmara Municipal de Vinhais (CMV) e a Junta de Freguesia de Vilar de Peregrinos (JFVP) investiram cerca de 25 mil euros, numa intervenção que contemplou a totalidade do edifício.
“Foram feitas obras a todos os níveis, desde a substituição do tecto, que já estava podre e ameaçava ruir, ao soalho, que já tinha buracos. As paredes também tinham infiltrações e o altar, estava muito danificado”, realçou o tesoureiro da JFVP, José Manuel.
Na óptica do presidente da CMV, Américo Pereira, as igrejas e capelas espalhadas por todo o concelho representam um património valioso, sendo, ao mesmo tempo, o elo de ligação das pessoas que partiram da sua terra natal. Por isso, considera fundamental recuperar os templos, visto que “toda a gente tem orgulho na igreja ou na capela das suas terras”.
A padroeira de Cidões é a Nossa Senhora da Assunção, mas a inauguração das obras de restauro decorreram no dia do aniversário da Nossa Senhora da Ribeira, uma santa que também mobiliza as pessoas.
Durante os cerca de dois meses que demoraram as obras, a missa dominical não se realizou, mas a população considera que o esforço valeu a pena. “Não nos importamos que não houvesse missa, porque foi para melhorar a igreja”, concluiu Alda Maria, habitante de Cidões.


