class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167596 node-type-noticia">

            

Chaby Rodrigues “em risco de falência”

Ter, 18/12/2007 - 10:01


O PS exige que a Câmara Municipal de Alfândega da Fé (CMAF) “termine com a telenovela” do projecto FunZone Village (FZV) e da Empresa Municipal Alfandegatur.

Em conferência de imprensa, os vereadores socialistas denunciaram que a empresa mãe do FZV, a ABC Child Care UK, Ltd, com sede no Reino Unido, está inactiva. Esta situação leva o PS-Alfândega a desconfiar da experiência de Chaby Rodrigues, o principal investidor do projecto. “Como pode ter experiência na área do turismo para crianças com deficiência e suas famílias, se temos informações de que a empresa não regista actividade”, sustenta Berta Nunes, vereadora autárquica eleita pelo partido rosa.
Os dirigentes questionam, ainda, a credibilidade de Chaby Rodrigues, uma vez que o empresário luso-inglês também está ligado à Trainee Adults, Ltd, uma sociedade que tem “um elevado risco de falência”, segundo relatórios apresentados pelos dirigentes do PS.
Recorde-se que a CMAF adquiriu cerca de 56 hectares de terrenos destinados ao FZV. Os socialistas dizem que as propriedades custaram cerca de 1 milhão de euros, “um preço quase exorbitante”, dada a inexistência de garantias quanto ao avanço do empreendimento.
Berta Nunes aponta, ainda, o dedo ao trabalho desenvolvido por técnicos da autarquia, que deveria ter sido efectuado pelo investidor. “Chaby Rodrigues nunca apresentou nenhuma equipa de trabalho”, salientou a vereadora.

Vereadores socialistas defendem demissão da directora da Alfandegatur

Além de apresentar o FZV, o investidor comprometeu-se a resolver os problemas financeiros da Estalagem Nossa Senhora das Neves (gerida pela Alfandegatur), a partir de um aumento de capital, garantindo que assumiria a dívida e libertaria a autarquia dessa situação.
Contudo, além do processo não ter avançado, em Agosto de 2006 Chaby Rodrigues instalou-se na unidade turística e, segundo os socialistas, não pagou as estadias. “Não pagou um único cêntimo e os quartos onde estava continuam fechados, o que representa mais um prejuízo”, sublinhou Berta Nunes.
A par desta situação, os socialistas revelaram que a Alfandegatur não teve capacidade financeira para assegurar os salários de Dezembro dos seus funcionários, pelo que teve que ser a CMAF a avançar com o pagamento. Os subsídios de Natal, no entanto, “ficaram em atraso”, denunciam os vereadores rosa.
Assim, Berta Nunes defende a substituição da directora da Alfandegatur. “Tem efectuado uma má gestão num empreendimento que, apesar de viável, continua a acumular dívidas”, defende a socialista.