Ter, 22/05/2007 - 10:07
O presidente do concelho de Administração do Centro Hospitalar do Nordeste, Henrique Capelas, realça que a mistura dos doentes da consulta com os utentes do Internamento, tal como acontece actualmente, acaba por gerar confusão nos serviços. “As pessoas que vão à consulta externa não vão precisar de entrar no edifício principal. Caso seja necessário transferir um doente para outro serviço, isso será assegurado por dois corredores que ligarão os dois edifícios”, assegurou o responsável.
Dado que as obras estão a decorrer de forma faseada, o processo de remodelação poderá demorar anos. Por isso, Henrique Capelas prefere não avançar uma data para a conclusão da empreitada, realçando, apenas, que o processo é dinâmico. “Quando terminam os trabalhos numa ala começam logo noutra”, acrescenta.
Aumento do número de utentes obriga à ampliação da Urgência de Bragança
No que toca à Consulta Externa, cuja conclusão estava prevista para Março passado, o responsável avança que o pavilhão estará pronto dentro de dois meses.
O serviço de Urgência também vai ser ampliado, visto que as instalações já se revelam insuficientes para dar resposta aos utentes. “É uma obra que, inicialmente, não estava prevista, mas com a traumatologia a afluir para a capital de distrito, o número de doentes tem vindo a aumentar”, acrescentou Henrique Capelas.
Em Macedo de Cavaleiros, após a conclusão das obras, o bloco operatório deverá abrir dentro de dias. “Houve alguns atrasos, porque foram necessários trabalhos que não estavam previstos, como a impermeabilização do tecto, visto que havia infiltrações de água”, justifica o responsável.
Além disso, o espaço onde funcionava o antigo Centro de Saúde será transformado numa Unidade de Cuidados Continuados, com capacidade para 30 camas.
Terminada a intervenção no Laboratório de Patologia Clínica, na Unidade Hospitalar de Mirandela, a sala do bloco da cirurgia de ambulatório abrirá dentro de 20 dias.
As obras nas três unidades do Centro Hospitalar representam um investimento na ordem dos 22 milhões de euros, mais de metade destinados à Unidade de Bragança, devido à sua antiguidade.


