Ter, 18/12/2007 - 10:15
O projecto orça em 600 mil euros, numa primeira fase, foi candidatado a fundos comunitários do programa transfronteiriço Interreg, mas não obteve verbas para iniciar obras.
O edifício foi concessionado pela Rede Ferroviária Nacional ao Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e à Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, através de protocolo assinado em 29 de Junho de 2005, e apadrinhado pelo ministro do Ambiente, Nunes Correia. Segundo António Edmundo, presidente do município de Figueira de Castelo Rodrigo, a candidatura foi feito no final do III Quadro Comunitário de Apoio e aguarda dotação do Quadro de Referência de Estratégica Nacional (QREN). “O projecto não tem tido avanços, apenas uma reunião entre o ICNB e o município para articular posições e nomear a equipa técnica para fazer a candidatura a fundos do QREN.
Continuamos expectantes e a obra está inscrita no plano de turismo do Vale do Côa”, disse o autarca.
A ideia passa por criar um centro de interpretação ambiental numa das principais portas de entrada no PNDI de cariz interactivo, que mostre aos visitantes elementos característicos da fauna e flora daquela área protegida.
Os impulsionadores do projecto acreditam que o comboio poderá voltar à estação
Assim, está projectado um espaço dinâmico e que passa pela instalação de novas tecnologias, como hologramas, painéis interactivos e dispositivos que forneçam aos turistas uma primeira noção do cheiro da flora e morfologia do terreno, além de imagens reais de toda a fauna. Os impulsionadores do projecto acham que a localização do edifício numa antiga estação, que poderá voltar a receber o comboio em breve, já que está em curso um projecto para a revitalização da Linha do Douro desde o Pocinho à Barca d´ Alva, pode ser visitado por milhares de turistas que todos os anos sobem o Douro até ao cais fluvial da Barca d´Alva e ser, ao mesmo tempo, um complemento turístico à região do Douro e ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. A proximidade com Salamanca pode ser outro dos trunfos para o projecto, já que no PNDI ainda se podem observar espécies selvagens únicas.


