Qua, 06/02/2008 - 10:54
Neste momento, embora os claustros ainda não estejam acabados, podemos dizer que a maior parte da obra está feita e podemos considerá-la digna.
Julgo, no entanto, necessário, potenciar ao máximo a sua utilização, abrindo-a à comunidade e ao turismo a exemplo do que se faz em Fátima e noutras regiões do país e do mundo.
Sugiro a instalação de um Arquivo Eclesiástico num dos lados exteriores da Catedral. Os milhares de documentos que neste momento se encontram no Paço Episcopal merecem um espaço digno e condições apropriadas para a sua conservação. De alguma forma, todos nós já sentimos a dificuldade que representa levar a cabo uma pesquisa nos arquivos do paço. É urgente e necessário criar as melhores condições de instalação e conservação desses documentos que fazem parte da nossa memória colectiva.
No lado oposto poderia instalar-se um Museu da Igreja, representativo de todo o património existente no distrito de Bragança com a utilização de fotografias, de qualidade inquestionável, do património arquitectónico e monumental, como por exemplo do Mosteiro de Castro de Avelãs, da Sé de Miranda do Douro, da Igreja do Santo Cristo de Outeiro, da Igreja de São Francisco de Vinhais, da Igreja de Torre de Moncorvo, da Igreja de Santa Maria do Castelo enfim, uma representação de todo o património da igreja que atraia os turistas e que os leve a desejarem conhecer em loco os locais ali representados.
Além desta representação gráfica, chamemos-lhe assim, estariam disponíveis, todas as obras de arte sacra que se entendessem necessárias, em exposições temporárias (para não depauperar os locais de pertença das mesmas).
O património da Igreja em Bragança é rico e até a história dramática de Pedro e Inês passa por cá. Devemos aproveitar e rentabilizar o que temos de melhor, aprendendo com os nossos vizinhos espanhóis que não descuram o que quer que seja.
Marcolino Cepeda


