Ter, 22/04/2008 - 10:18
Os contornos são de um acidente real, mas tratou-se, apenas, de um simulacro realizado no âmbito da formação na área do Trauma, que serviu para testar a capacidade de resposta do hospital. Durante quatro dias, 17 médicos e enfermeiros do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) efectuaram diversos exercícios nesta área, para se preparem para uma situação de catástrofe real.
O presidente do conselho de administração do CHNE, Henrique Capelas, explicou que numa situação real é criado um gabinete de crise, que avalia o grau de gravidade. Nesta simulação foi definido um nível 2, que obrigou o hospital a convocar os médicos e enfermeiros que se encontravam de prevenção.
Plano de Emergência Externa do CHNE foi implementado durante a simulação de catástrofe
Para dar resposta às vítimas foram criados circuitos alternativos, para que o atendimento não interferisse com o funcionamento normal do serviço de Urgência.
O atendimento às vítimas foi feito em articulação com os profissionais que se encontravam no local do sinistro e aqueles que se encontravam no hospital.
“No local foi feita uma triagem inicial, em que foram registadas 6 vítimas não urgentes, 14 em estado crítico e 12 urgentes. Já no hospital, houve situações que se agravaram e foi feita uma nova triagem”, explicou a coordenadora médica do Grupo de Trauma e Emergência, Filomena Correia.
No final do exercício, que permitiu a implementação do Plano de Emergência Externa do CHNE, o director clínico, Sampaio da Veiga, realçou que o simulacro correu bem, na sequência do empenho de todos os profissionais.
O responsável referiu que as obras que estão a decorrer na Urgência não foram um constrangimento e realça que numa situação real a capacidade de resposta estaria garantida. Caso fosse necessário, as vítimas também poderiam ser encaminhadas para os hospitais de Macedo e de Mirandela.


