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“Cartas Anónimas ou Poemas”

Ter, 18/12/2007 - 10:56


Há uns tempos atrás, num determinado café da vila de Mogadouro, encontrei uma carta escrita que não tinha qualquer subscritor e que tudo indicava tratar-se de uma carta anónima.

Por curiosidade, resolvi ler o seu conteúdo e à medida que ia fazendo a respectiva leitura, equacionava-me sobre a razão pela qual no Nordeste Transmontano, e/ou até noutras terras, existe o hábito de se distribuir cartas anónimas e/ou poemas para confrontar as respectivas populações sobre o que se pensa dos políticos locais, das suas atitudes ou das diversas políticas protagonizadas. Isto porque, por exemplo, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, aparecem com alguma frequência versos ou poemas com os fins já referidos. Na referida reflexão, conclui que a utilização destes meios só poderá ser feita por pessoas que não têm coragem para assumir publicamente as suas reais intenções ou então porque não conseguem fazer frente às pessoas visadas de uma forma directa, franca e aberta.
Por outro lado, note-se que logo no inicio da carta em questão há uma parte que diz: “… passados 33 anos de poucas vergonhas, a ditadura chegou mesmo, e como é de outra cor…”, isto numa clara alusão ao actual Governo Socialista. Pois, perante uma leitura mais atenta à referida transcrição, tudo leva a crer que a carta tenha vindo de alguém pertencente ao PSD que, presentemente, ou não se identifica com o actual executivo camarário ou que, por algum motivo, se sente encostado, afastado ou esquecido das políticas locais. Posto isto, é evidente que as cartas anónimas ou poemas deste género valem o que valem. No entanto, há diversas leituras que devem ser feitas nestas ocasiões, nomeadamente em relação às seguinte questões: …Qual a pretensão do(s) seu(s) autor(s)?; Quais os fins atingir?; Que tipo de sinais o(s) autor(s) pretende(m) demonstrar?; Serão inquietações?; Divisões internas?; Ânsia pelo Poder?; Descrédito?; Descontentamento?; Enfim, um conjunto de reflexões que deixam sempre as populações inseguras, descontentes, e preocupadas com o que estará para acontecer.
Por outro lado, deve ser salientado o facto de as eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, a realizarem-se durante o mês de Dezembro, já estarem a dar que falar naquele concelho, uma vez que existem duas listas encabeçadas por dois dirigentes do PSD que por sinal, um é o actual Vice-Presidente da Câmara, Dr. João Henriques, e o outro é o actual vereador das obras, Sr. António Pimentel (actual líder da Comissão Política). Em rigor, este facto só é referido porque há uns dias atrás em conversa com um amigo de Mogadouro ligado ao PSD, este acusou a lista do Dr. João Henriques de “divisionária”. Em síntese, e pelo “andar da carruagem”, na sequência da derrota do Dr. Marques Mendes, e do aproximar das eleições para a Santa Casa da Misericórdia local, ou a situação actual se altera muito, ou então as divisões de outros tempos no seio do PSD de Mogadouro estão de volta.
Desde logo, e a confirmarem-se tais sinais de divisão interna, disputa de lugares, e luta pelo poder, no seio do PSD de Mogadouro, não tardará muito para que o concelho de Mogadouro regresse a um passado de má memória para todos!