Ter, 20/03/2007 - 10:43
Os burros com falta de aptidões para realizarem tarefas agrícolas podem, agora, ser encaminhamos para uma propriedade aberta onde passam os últimos anos de vida. Tudo sob a vigilância de veterinários e tratadores que os acompanham diariamente, com o objectivo de fazerem uma avaliação à sua qualidade de vida e saúde.
À semelhança do efectivo de gado asinino, também a população de Trás-os-Montes tem vindo a envelhecer, pelo que a AEPGA disponibiliza, a todos os donos sem condições para tratar dos animais, um serviço de recolha que encaminha os burros para um local próprio.
Alguns animais chegam a ser utilizados como alimento de outras espécies, nomeadamente acontece em circos.
Segundo o secretário técnico da AEPGA, Miguel Nóvoa, os proprietários com idade avançada abandonam, muitas vezes, os seus animais em descampados. Alguns chegam, mesmo a ser utilizados como alimento de outras espécies, nomeadamente em circos.
“Os burros, a partir dos 20 anos, já não apresentam valor comercial, pois não têm potencial de trabalho e os seus proprietários querem livrar-se de encargos, pelo que são abandonados e têm um fim de vida infeliz”, lamenta o responsável.
Com o apoio dos sócios da AEPGA, os animais são recolhidos e enviados para um centro de acolhimento onde, até ao momento, já estão cerca de 30 burros cargo dos técnicos da associação.
Recorde-se que já há pessoas de todo o País a contribuir financeiramente para o desenvolvimento deste projecto.


