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Bragança adia Cuidados Continuados

Ter, 06/03/2007 - 10:20


O distrito de Bragança só deverá integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) no segundo semestre deste ano. Para já, estão a decorrer obras em cinco unidades de acolhimento, com capacidade para receber cerca de 100 utentes.

Segundo a coordenadora da Sub- Região de Saúde de Bragança, Berta Nunes, o distrito ainda não integrou a rede, criada em Junho passado, devido ao atraso nas obras, que só deverão ficar concluídas ao longo deste ano.
A responsável acrescenta, ainda, que já estão constituídas as equipas coordenadoras locais, compostas por médicos, enfermeiros e assistentes sociais, bem como as equipas responsáveis pela implementação das unidades de cuidados continuados.
Quando as instalações estiverem prontas, serão estabelecidos protocolos entre as entidades gestoras, a Sub-região de Saúde e a Segurança Social, com vista à comparticipação dos cuidados prestados aos utentes.
Na primeira fase, apenas os concelhos de Macedo de Cavaleiros, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Miranda do Douro e Vila Flor vão receber pessoas em situação de dependência.
As obras, financiadas pelo programa Saúde XXI, estão a decorrer nas Santas Casas da Misericórdia daquelas localidades, à excepção de Macedo de Cavaleiros, onde a unidade ficará instalada no centro de saúde, que será transferido para outro espaço ainda este mês.

Em Trás-os-Montes, apenas, o concelho de Murça já integra a rede nacional de Cuidados Continuados, com 45 camas disponíveis

Estas unidades destinam-se a utentes que têm alta hospitalar e continuam numa situação de dependência ou a pessoas que estão em casa, mas precisam de cuidados de reabilitação permanentes.
Dado que o distrito de Bragança conta com um grande número de idosos, as unidades de cuidados continuados são fundamentais, visto que há muitos idosos acamados e precisam de assistência contínua.
Tendo em vista o aumento do número de camas para cuidados de média e longa duração, o concelho de Moncorvo também irá iniciar obras durante este ano para a criação desta valência.
Já os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Vinhais e Vimioso, que têm projectos para a criação de unidades de cuidados continuados, têm que aguardar pelas verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional para avançarem com os trabalhos, uma vez que os fundos do programa Saúde XXI já estão esgotados.
Neste momento, Trás-os-Montes possui, apenas, uma unidade da RNCCI. Trata-se da Santa Casa de Murça que, segundo informações avançadas no site da Administração Regional de Saúde do Norte, dispõe de 45 camas, das quais 13 ainda se encontram vagas.