Ter, 03/04/2007 - 10:06
Assim, os soldados da Paz defendem que o titular deste cargo tem de ser escolhido no seio do corpo de bombeiros de cada município. “Deve ser, sempre, eleito de acordo com a corporação e não à revelia desta”, sustenta o responsável.
Humberto Martins denuncia que, até agora, estava definido quem coordenava no “teatro de operações”. Contudo, com a nova lei, os bombeiros poderão ficar submetidos às ordens de um figura externa à corporação. Alguém que, na óptica do presidente da FDBV, “não deu formação aos homens, e sendo, assim, é uma pessoa estranha”.
Outra questão apontada por Humberto Martins é a remuneração do comandante operacional municipal. “Até aqui, eram voluntários e não ganhavam nada, porque as associações não têm dinheiro para pagar. Agora, uma pessoa a coordenar, que nem sequer é bombeiro, aufere um ordenado, ao contrário dos outros homens”, questiona o presidente da FDBV.
Sendo assim, os soldados da Paz pedem que os comandantes operacionais municipais pertençam ao corpo de bombeiros de cada município. No caso de existirem mais do que uma, como acontece nos concelhos de Bragança, Mirandela ou Miranda do Douro, Humberto Martins defende “um acordo, mas que seja sempre eleito um bombeiro e não alguém externo”.


