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Bombeiros desesperam nos hospitais

Ter, 12/02/2008 - 10:10


As corporações de bombeiros do distrito de Bragança estão revoltadas com as esperas constantes das ambulâncias quando se deslocam à Unidade de Bragança do Centro Hospitalar de Nordeste (CHNE). De acordo com o relato de alguns responsáveis, há veículos que chegam a esperar “seis horas, e por vezes mais para regressarem aos quartéis”.

As queixas mais frequentes estão relacionadas com o atraso verificado na entrega das macas, um equipamento indispensável ao funcionamento das ambulâncias.
Os bombeiros criticam, ainda, a espera a que estão sujeitos os doentes que têm de ser submetidos a alguns exames complementares de diagnóstico ou consultas de especialidade.
Na óptica de alguns comandantes de bombeiros, a situação piorou desde que encerraram alguns Serviços de Atendimento Permanente (SAP), sendo que o tempo de espera aumenta consoante a distância a da corporação de bombeiros em relação às unidades. “Temos grandes dificuldades em repor as ambulâncias no quartel, devido aos longos períodos de espera, bem como em arranjar motoristas voluntários, pois têm horários a cumprir nos seus locais de trabalho”, acrescentou o comandante do Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro, Hirondino João.

Encerramento de serviços leva à lotação do Centro Hospitalar do Nordeste

Os dirigentes das Associações Humanitárias mostram-se, ainda, preocupados com o facto de existirem poucas ambulâncias nos quartéis de bombeiros.
No entanto, há vozes que adiantam que “na Unidade de Bragança do CHNE não há macas suficientes para fazer a transferência dos doentes e, por esse motivo, aproveitam as dos bombeiros”.
Segundo o secretário técnico da Federação dos Bombeiros do distrito de Bragança, José Campos, “com o encerramento de alguns serviços, como os SAP ou a maternidade em Mirandela, o Hospital de Bragança está muito cheio, originando esperas muito longas”.
Estes são, apenas, alguns relatos de quem se confronta no dia-a-dia com a escassez de meios operacionais com vista à melhoria das condições de saúde das populações.
Já o director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, disse não ter conhecimento verbal ou escrito sobre esta matéria, mas garantiu que se vai inteirar de toda a situação.