Ter, 12/06/2007 - 09:52
Esta é a convicção do presidente da Comissão Política Concelhia de Bragança do PS, Vítor Prada Pereira, que no passado sábado reuniu os autarcas socialistas no Santuário de Santa Ana, em Meixedo.
“Temos alertado a Câmara para a demasiada lentidão com que estão a decorrer as obras, pois os habitantes e comerciantes sentem-se prejudicados com os atrasos”, alega o responsável.
Vítor Prada Pereira considera que o tempo se encarregou de dar razão ao grupo de moradores que, na fase de arranque das obras, tentou alertar a CMB para a situação. “O senhor presidente de Câmara não esteve para os ouvir e agora vê-se que as pessoas quando se queixam, é porque têm razão”, considera o dirigente.
Quanto ao encontro que decorreu em Meixedo, o líder concelhio classifica-o como “o embrião de um novo ciclo político para o concelho, com o PS ao leme, porque Bragança bem merece mais protagonismo, já que é capital de distrito”.
“Bragança bem merece mais protagonismo, já que é a capital de distrito”
Vítor Pereira recorda que Bragança “teve um período em que se fizeram obras importantes, nomeadamente no tempo em que o Eng. António Guterres era primeiro-ministro”, mas acusa a edilidade de “não ter sido capaz de rentabilizar esse ciclo em termos políticos”. Resultado: “Bragança perdeu protagonismo e isso deve-se à forma como o presidente da Câmara tem conduzido este concelho”.
Após a derrota de Luís Mina, em 1997, o PSD tem vindo a reforçar o poder, tanto na Câmara e Assembleia Municipal, como nas Juntas de Freguesia. Os números falam por si. Actualmente, o PS conta com 13 elementos na Assembleia e, nas 49 Juntas do concelho, só é poder em Paradinha Nova, Gimonde, Parâmio e Espinhosela.
Vítor Pereira acredita que o cenário vai mudar nas próximas eleições, alegando que “há Juntas em que perdemos por escassos votos, o que nos anima e dá esperança”.
O dirigente recorda que os socialistas estão representados “em todas as Assembleias de Freguesia” e garante que há motivação para inverter os papéis dos dois partidos. “É um ciclo político e temos de ter esperança. Daqui a uns tempos a situação inverte-se e o PS passa a estar em maioria, porque as pessoas querem renovação”, sustenta o responsável.



