Ter, 03/04/2007 - 10:00
De acordo com o documento do INFT, o descarrilamento foi causado por um “desmoronamento de terras e pedras de grande dimensão, que se terão desprendido da trincheira no sentido da marcha do comboio”.
Por isso, a comissão de inquérito recomenda à REFER intervenções nas encostas e a elaboração estudos com vista à instalação de sistemas de detecção de aluimentos de terras, que possam pôr em perigo a circulação de comboios.
Por seu turno, a REFER concluiu que o descarrilamento e posterior queda da locomotora foram causados por uma derrocada de blocos rochosos de grande dimensão, antes da passagem do comboio, que provocaram o colapso da plataforma.
O documento realça, ainda, que à hora da passagem da automotora também se desprendeu pelo menos um bloco que embateu na carruagem.
Autarca de Mirandela continua a temer o encerramento da linha
Após ter tomado conhecimento dos resultados, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ordenou ao LNEC e à REFER uma avaliação das intervenções necessárias à reabertura da linha, que englobe os custos inerentes, prazos de execução e propostas de solução. A CP também deverá colaborar neste trabalho, fornecendo dados sobre os custos de exploração associados ao serviço ferroviário na Linha do Tua.
Perante este cenário, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, continua a temer o encerramento da linha.
“Se, por um lado, as recomendações feitas no relatório são de fácil concretização, por outro, há geólogos que dizem que se trata de um vale com mais de 20 quilómetros, onde estes problemas são susceptíveis de acontecer. Agora não sabemos quais as intenções do Governo”, salienta o edil.
Amanhã realiza-se uma assembleia-geral da Sociedade do Metro Ligeiro de Mirandela, que contará com a presença de responsáveis da CP, onde será discutido o futuro da Linha do Tua.


