Ter, 19/06/2007 - 10:20
Jorge Nunes realçou, ainda, que as aldeias que resistem no coração do PNM são aquelas que têm registado um declínio demográfico mais acentuado, fruto das sucessivas restrições impostas às populações.
Além disso, o edil contesta o facto do documento não ser acompanhado de um plano de gestão e financiamento para apoiar as actividades desenvolvidas dentro do parque, nomeadamente a agricultura.
“Não há perspectivas de desenvolvimento, o que força as pessoas, principalmente os jovens, a abandonarem as suas terras”, sublinha o autarca.
Esta posição é partilhada pelos autarcas das freguesias que integram o PNM, que põem mesmo a hipótese de abandonar a área protegida, caso o plano não seja corrigido de acordo com os interesses das populações.
Autarcas exigem a alteração da proposta de ordenamento do Parque em nome das populações
O facto de não terem sido ouvidos para a realização do plano também não agradou aos presidentes de Junta, uma vez que se trata de um documento que vai afectar os habitantes do parque.
“Uma vez que não fomos tidos nem achados para a elaboração do plano, se for possível judicialmente, há freguesias que preferem sair”, desabafa o presidente da Junta de Freguesia de Rabal, Paulo Hermenegildo.
Na óptica dos autarcas, o conjunto de “restrições” impostas pelo documento e a falta de um plano de financiamento vão contribuir, ainda mais, para o abandono das aldeias.
“O parque já deu o que tinha a dar. Não vai haver mais valias paras as pessoas que residem no parque e que são obrigadas a cumprir todas as regras impostas sob pena de serem sancionados”, lamentou o presidente da Junta de Freguesia de França, Amândio Costa.
Na esperança de conseguirem a alteração da proposta, a CMB já elaborou um documento de contestação, que será enviado ao Governo e ao presidente da República, para que sejam tomadas medidas antes do Plano de Ordenamento entrar em discussão pública.



