Ter, 19/06/2007 - 10:19
“Queremos ajudar os nossos artesãos a venderem os seus produtos, chamando as pessoas a esta zona da cidade. Além disso, é também uma forma de darmos a conhecer a Casa do Artesanato, que, muitas vezes, passa despercebida”, salientou o presidente da JFS, Paulo Xavier.
A criação de uma marca para o artesanato brigantino também está nos planos da autarquia, que pretende lançar a concurso a elaboração do logótipo durante o último trimestre deste ano. “Contamos que, no decorrer do próximo ano, os artesãos comecem a produzir sob uma marca comum”, acrescentou Paulo Xavier.
Na óptica dos artesãos, a Feira é uma boa forma de promoverem os seus artigos, visto que as pessoas que passam pelo centro histórico vão deparar-se com a sua presença e acabarão por observar as suas peças.
Crise na venda de artesanato leva artesãos a sair à rua para mostrarem o seu trabalho
Mesmo assim, apontam a crise económica que está a afectar o País como a principal causa para o reduzido volume de vendas. “ As pessoas reduzem nas despesas e o artesanato é uma das coisas postas de parte”, lamenta o artesão Luís Pires.
Também João Baptista afirma que as suas miniaturas em madeira já conheceram melhores dias e acredita que a feira é uma boa oportunidade para divulgar e vender algumas peças. “Assim sempre estamos mais à vista das pessoas”, acrescenta.
Os 18 artesãos inscritos no Centro de Exposições de Artesanato e Artes Tradicionais, aberto ao público há dois anos, garantem que vão participar nas feiras com a esperança de aumentarem o volume de negócios.
“É uma altura em que há população flutuante em Bragança e esperemos que nos visitem”, concluiu Luís Pires.



