Qua, 02/05/2007 - 10:46
Trata-se de brinquedos e outras brincadeiras populares, que antes se confeccionavam com elementos vegetais (ervas, flores, madeiras). É um reencontro com tradições perdidas, intimamente relacionadas com a Mãe-Natureza, antes dos brinquedos de plástico, de lata e dos jogos informáticos terem ocupado o imaginário das nossas crianças. O autor é professor de Português na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real, (e com ligações familiares a Torre de Moncorvo) e fez recolhas, sobretudo, em Trás-os-Montes e Alto Douro.
“Universos”, de Chi Pardelinha, é outra exposição que pode ser vista no museu moncorvense. Senhora de um estilo muito peculiar, onde avultam as figuras femininas, de rostos angulosos, sérios ou serenos, de grandes olhos amendoados que lembram até, por vezes, certas figuras da arte africana contemporânea. Tudo envolto em tons quentes de luz evanescente, a arte de Chi Pardelinha é verdadeiramente inconfundível. Nascida em Gouveia, tem raízes trasmontanas (de Vinhais) e galegas, e vive em Vila Real, onde é professora efectiva na Escola Secundária Camilo Castelo Branco. Tem participado em inúmeras exposições colectivas, juntamente com nomes como Francisco Laranjo, Nadir Afonso, Graça Morais, Carlos Carreiro e Júlio Resende. Conta também com várias individuais, sobretudo em Trás-os-Montes e Alto Douro, além de algumas incursões no campo da ilustração. Está representada em várias colecções particulares em Portugal e no estrangeiro.
Duas exposições que andam lado a lado com a educação e a sensibilidade.


