Ter, 27/03/2007 - 11:40
Numa acção de esclarecimento promovida, na passada sexta-feira, pela Comissão Concelhia de Bragança do PS, o técnico condenou a intervenção prevista no estudo prévio, uma vez que contempla, apenas, o espaço de circulação e deixa de fora a requalificação das fachadas.
João Ortega realça, igualmente, que o argumento das esplanadas “não é válido”, uma vez que “o projecto existente não contempla sombras para a parte das esplanadas”. Além disso, considera que a Praça Cavaleiro Ferreira tem óptimas condições para albergar uma excelente esplanada.
Os problemas que irão surgir com aquilo a que chama “descaracterização da avenida mais emblemática da cidade”, foram também focados pelo arquitecto, que considera que as mudanças irão tirar espaço aos peões, que actualmente se apropriam de grande parte da avenida.
Esta posição é partilhada pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Bragança (ACISB), António Carvalho, que considera “inoportuno” fazer um investimento de 1,6 milhões de euros em tempo de crise, numa avenida que funciona bem.
O responsável mostra-se, ainda, preocupado com o desinteresse dos comerciantes, uma vez que entregou 44 inquéritos para recolher opiniões sobre a requalificação da avenida e recebeu, apenas, 29 respostas.
Mesmo assim, adianta que uma das principais preocupações dos empresários é a falta de estacionamento e os transtornos durante a realização das obras. “O prazo de execução é de cerca de 7 meses, mas todos sabemos que há atrasos e que se vai prolongar”, acrescentou António Carvalho.
Por isso, o presidente da ACISB defende que a requalificação da avenida só faz sentido se decorrer, em simultâneo, um projecto de remodelação dos espaços comerciais.
Após algumas horas de troca de ideias, alguns cidadãos deixaram no ar a possibilidade de avançar com uma providência cautelar, no sentido de travar a requalificação da avenida.


