Ter, 15/05/2007 - 10:17
O mel biológico produzido em Trás-os-Montes já é um produto de sucesso com qualidade reconhecida, pois as condições ambientais e naturais da região oferecem confiança ao produtor e ao consumidor.
Na óptica de Jorge Fernandes, responsável da Associação de Apicultores do Douro Internacional (AADI), verifica-se um abandono progressivo das terras agrícolas em toda a região e o aumento da actividade florestal. “Caso haja equilíbrio ambiental, a produção de mel em modo biológico está garantida”, acrescenta o responsável.
Nos tempos que correm, os apicultores começam a pôr de lado os produtos químicos, pelo que tem aumentado a procura de produtos de origem natural para o tratamento das doenças e manutenção dos apiários.
Escola Superior Agrária de Bragança investiga controlo de pragas e doenças nos apiários em modo biológico
Para ajudar os produtores a elaborar um plano de tratamentos sanitários nas colmeias, está a decorrer um trabalho de investigação das associações de apicultores da região e da Escola Superior Agrária de Bragança, que já tem dado frutos no controlo de pragas e doenças nos apiários em modo biológico.
No mercado estrangeiro há países, como a Alemanha que é o maior consumidor mundial, que já se mostraram interesse em importar mel biológico produzido em Trás – os – Montes. Também importadores de França, Israel, Canadá e Irlanda já demonstraram vontade em assinar contratos com os produtores portugueses.
Para haver uma satisfação de mercado tem de se aumentar a produção, um situação que se tem vindo a verificar, prevendo-se um aumento das 10 para as 30 toneladas de mel biológico em Trás-os-Montes.
A cera e o pólen são, igualmente, produtos apícolas de origem biológica que despertam a curiosidade do mercado internacional.


