Ter, 19/02/2008 - 10:43
Recorde-se que aquele organismo nomeou um grupo de trabalho para efectuar um estudo sobre os produtos tradicionais e as suas características.
Esta atitude, na óptica da AOTAD, revela “a total ignorância dos parlamentares quanto à existência de regimes legais de certificação de produtos, quer ao nível das técnicas de fabrico, quer das práticas tradicionais e ao nível da sua origem geográfica”.
Aquela estrutura associativa sugere, ainda, uma consulta ao endereço electrónico do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, de modo a conhecer os produtos nacionais certificados como DOP (Denominação de Origem Protegida), ETG (Especialidade Tradicional Garantida) e IGP (Indiciação Geográfica Protegida).
A AOTAD acredita que, depois desta consulta, o grupo de trabalho nomeado irá abordar o ministro da Agricultura, Jaime Silva, para discutir os motivos que levam estes parlamentares a “substituírem o Ministério e mesmo a União Europeia no papel de preservadores, protectores ou certificadores de produtos tradicionais”.
Deste modo, a AOTAD disponibiliza-se para auxiliar este grupo a confirmar os mecanismos de certificação das IGP e de controlo que garantem a higiene e segurança, respeito pelo tradicionalismo e origem geográfica dos produtos em questão. Aquela associação acredita, ainda, que este levantamento irá levar ao aumento da informação junto dos consumidores nacionais no que diz respeito aos benefícios de produtos IGP.


