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Ambiente em debate

Ter, 20/03/2007 - 10:48


Mirandela acolheu um seminário promovido pela Agenda 21 do Nordeste, que reúne os concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor e Vimioso. A iniciativa contou com a presença de diversos oradores que demonstraram preocupação energética e apelaram à redução do consumo de energias contribuidoras para o efeito estufa, optando pelas renováveis. Os participantes adiantaram, ainda, soluções para a redução de custos protegendo o meio ambiente, mas mantendo a qualidade de iluminação

Durante o seminário, revelou-se, também, que grande parte do consumo energético dos oito concelhos do Nordeste Trasmontano que integram a Agenda 21 dá-se nos edifícios públicos e nas ruas, com custos anuais a rondar os 3 milhões e meio de euros/ano
A coordenadora do projecto, Helena Ferreira, recomenda, por isso, “a aplicação de medidas eco-eficientes na iluminação”, como reguladores de fluxo na iluminação pública.

Substituição de lâmpadas de mercúrio pelas de vapor de alta pressão reduz consumos

A responsável lamenta que esta tecnologia seja pouco utilizada no nosso País, e lamenta que não se aposte na substituição de lâmpadas de mercúrio pelas de vapor de alta pressão, estas mais económicas. “Isso faz com que os gastos sejam maiores do que é desejável”, assevera Helena Ferreira.
Em Mirandela já existe uma empresa que se dedica à comercialização de um dispositivo de poupança de energia, utilizando um controlo através de microprocessadores para iluminação florescente. Chama-se Inovactivity e comercializa serviços e produtos de eficiência energética.
Para a coordenadora do projecto, este seminário “é substancialmente positivo, não só pela qualidade dos oradores, mas também pelas amostras de equipamentos e pelo número de participantes”.
Recorde-se que a estratégia de desenvolvimento sustentável inclui a intensificação da eficiência energética e energias renováveis, pelo que é urgente a criação de uma agência de energia no Nordeste Trasmontano. Só assim seria possível criar projectos para a implementação de energias renováveis, salvaguardando a sustentabilidade ambiental, económica e social da região.