Ter, 24/04/2007 - 09:52
Na passada quinta-feira, o presidente da empresa irlandesa Airtricity, que se deslocava de Lisboa para Bragança para apresentar um mega-projecto eólico, chegou com cerca de duas horas de atraso, devido ao cancelamento do voo da Aerocondor. Com o empresário deslocava-se, ainda, um grupo de pessoas ligadas ao projecto, que foram obrigadas a voar para o Porto e deslocarem-se de táxi até Bragança.
O presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano, Júlio Meirinhos, também foi obrigado a cancelar compromissos, após ter sido apanhado desprevenido pelo cancelamento do voo.
“Isto é uma falta de respeito para com os utentes, que ficam plantados no aeroporto de Lisboa, dado que não são informados da regularidade dos voos”, denunciou o governador civil de Bragança, Jorge Gomes.
O responsável frisou, ainda, que a situação se torna mais preocupante, uma vez que a transportadora está a fazer esta linha com subsídios do Estado. Por isso, já informou o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do cancelamento dos voos, alegando que a empresa não está a cumprir o caderno de encargos inerente ao concurso para a concessão da carreira aérea.
Aerocondor já cancelou viagens na linha Bragança- Lisboa para fazer voos charters
Jorge Gomes afirma que a situação tem que ser resolvida com a maior brevidade possível, mesmo que isso passe pela substituição da transportadora.
Confrontado com esta situação, o director comercial da Aerocondor, Fernando Lopes, justifica o cancelamento das viagens com a falta de comandantes de voo, mas garante que a situação será resolvida até ao final do mês.
No entanto, o responsável admite que a empresa está a atravessar dificuldades financeiras, que também estão ligadas com o atraso no pagamento do subsídio por parte do Estado.
Fernando Lopes salienta que a taxa de ocupação na carreira aérea Bragança- Lisboa tem aumentado, mas garante que, mesmo com o avião cheio, não é rentável efectuar a viagem. Por isso, admite que a Aerocondor já cancelou serviços nesta linha para utilizar o avião em voos charters, uma vez que “a empresa necessita de recursos financeiros”.


