Ter, 15/01/2008 - 11:13
Este modelo traduz-se numa forma de fazer vinhos de “alta qualidade”, todos Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (VQPRD), apesar de comercializar, apenas, a marca “Montes Ermos”, nas categorias de branco, tinto e grande reserva.
A produção não chega para as encomendas, apesar de serem colocados no mercado cerca de dois milhões de litros, sendo que, alguma desta quantidade, é transformada em vinho generoso que é vendido a granel.
Recorde-se que alguns destes vinhos já foram premiados em certames internacionais, em França e Itália, e já são considerados um dos melhores produzidos em Portugal.
“A melhor forma de ajudar os vitivinicultores do Douro é através de adegas bem geridas e com disponibilidade financeira para pagar aos seus associados, como a Adega de Freixo de Espada à Cinta, que remunera o trabalho dos vitivinicultores”, sublinhou o governante.
Jaime Silva reforça papel das adegas cooperativas estáveis
No entanto, Jaime Silva aproveitou para dizer que o importante “é ter adegas cooperativas sólidas e deixar de pensar que a Casa do Douro vai resolver os problemas da produção vitivinícola da mais antiga região demarcada do mundo”.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, a maioria das adegas da Região Demarcada do Douro têm problemas em saldar as contas com os seus associados.
“Por trás dos maus exemplos está uma gestão não profissionalizada, a falta de apoio aos agricultores. Há intuições que se esqueceram destes itens determinantes para o seu sucesso e os problemas foram-se acumulando”, lamenta o ministro da Agricultura.
Segundo Jaime Silva, “há adegas que sozinhas não têm possibilidades de sobreviver e, para isso, há ajudas ao agrupamento. As estruturas para sobreviverem têm de ter um projecto de fileira”.
O presidente da ACFEC, José Santos, já anunciou a expansão daquela unidade vitivinícola com a construção de um pavilhão na zona industrial, que vai permitir o envelhecimento de vinhos e uma nova linha de engarrafamento.


