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60 milhões para a raia

Ter, 03/04/2007 - 10:10


As regiões raianas de Portugal e Espanha vão beneficiar, entre 2007 e 2013, de cerca de 354 milhões de euros, no âmbito do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça. Trata-se de um investimento público que pretende valorizar as regiões fronteiriças, que integra 23,5 por cento da área da Península Ibérica e dez por cento da população, num total de 5,5 milhões de habitantes.

O programa, que destina 60 milhões de euros para Portugal e cerca de 200 milhões para Espanha, foi apresentado em Bragança, no passado dia 26 de Março, numa cerimónia que contou com a presença do ministro do Ambiente, Nunes Correia, e da comissária europeia da Política Regional, Danuta Hubner.
De passagem por Trás-os-Montes, o governante lamentou que a actual situação fronteiriça não potencie o desenvolvimento. Contudo, com o actual programa pode “extinguir-se o estigma de periferia, uma vez que estes apoios têm em conta as características e condicionalismos de cada região”, sublinhou o ministro.

Governantes pretendem extinguir o “estigma de periferia” relacionado com as zonas fronteiriças

Ainda no decorrer desta iniciativa, os responsáveis visitaram, na passada terça-feira, o Centro de Arte Contemporânea, que se insere no programa transfronteiriço Transmuseus. “Ao nível da eficácia energética, podemos pensar nos transportes, na iluminação pública e, até, nos edifícios públicos”, salientou o Jorge Nunes, na hora de debater as potenciais áreas de intervenção.
Apesar da diminuição da verba destinada aos projectos da região do Norte de Portugal e Castela e Leão, o presidente da CMB afirma que Bragança “está em condições para aproveitar todos os instrumentos de cooperação”.
Além disso, a capital de distrito também faz parte do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, que poderá ser um instrumento importante para aceder a apoios comunitários.
No mesmo dia, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras, também esteve na cidade, onde reuniu com a direcção do NERBA – Associação Empresarial e da Federação de Associações Empresariais de Trás-os-Montes e Alto Douro. “Existem mecanismos que visam mobilizar recursos para apoiar iniciativas em áreas de baixa densidade populacional”, sublinhou o responsável, aconselhando os empresários a apostar em projectos competitivos virados para o exterior.

SANDRA CANTEIRO/TERESA BATISTA